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80/20 de intenção em aperfeiçoar talentos

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80/20 de intenção em aperfeiçoar talentos

Por coincidência ou não, nos últimos
tempos, executivos brasileiros têm se posicionado com mais frequência, ao dizer
que a solução para o sucesso nos negócios é investir em capacitação.

Recentemente uma revista especializada
em carreira e de grande circulação,  publicou uma matéria com a seguinte manchete, “80% dos gestores não ligam para desenvolver a equipe”. A mesma reportagem
afirma que a preocupação em “aperfeiçoar
talentos está mais no papel do que na prática”. E que, gestores não desenvolvem
sucessores por insegurança, tanto em relação aos seus cargos quanto por falta
de conhecer as políticas de carreira na empresa. Alem disso negligenciam a
capacitação, dos colaboradores, por receio da “fuga” para a concorrência depois
que estiverem desenvolvidos, optando assim, correr o risco em manter na organização
pessoas com habilidades inadequadas.

Por essa razão e,
considerando dois pontos, que podem ser paradoxais, escrevo este artigo. Procurando
estudar a realidade presente
nas organizações, mas também, que contenha uma lógica por detrás da expressão
alardeada aos quatro cantos, por esses executivos. Dentro desta perspectiva, e
na busca de encontrar o hiato da questão, trago aqui um ponto crucial, a gestão
do conhecimento, já que esse processo é a força motriz de desenvolvimento
humano tendo como resultado a expansão do estoque de conhecimento
organizacional.

Sabe-se que o maior volume do
conhecimento nas empresas tem origem no relacionamento entre os indivíduos, incluindo
a liderança, aquela que oferece autonomia, liberdade e a informação que permite
tomada de decisão e, que transfere conhecimento como meio para o outro participar
ativamente das ações e atividades corporativas, visto que, pessoas aprendem e ensinam
juntas, aprimorando seus saberes através da interação.

Outro ponto crucial, que se faz
necessário refletir, é a cultural organizacional. De nada adianta falar de
pessoas bem desenvolvidas se a cultura é baseada em poder e tomada de decisão centralizada.
E aqui, cabe informar que ensinar a pensar, decidir e agir, não conduz a perda
de liderança, ao contrario, fortalece a interação entre experiência e
aprendizado. Visto que o aprendizado coletivo consiste em acumular, entre as gerações,
conhecimentos, atitudes, valores e comportamentos, estabelecendo o interesse
coletivo sem cercear as liberdades individuais. Aproveito e, tomo emprestada a visão de Friedrich Hayek para traçar
um paralelo com a competência em liderar pessoas. “… consiste
em descobrir um método que não somente, utilize da melhor forma, o conhecimento
disperso entre os membros individuais da sociedade, mas que também utilize
melhor suas habilidades de descobrir e explorar coisas novas.”

Portanto, nobre gestor, em qual coluna
você se encontra? Na que desenvolve efetivamente pessoas, priorizando no budget uma fatia substancial para
capacitar e formar profissionais, ou naquela que, apenas, discursa, mas
efetivamente não faz? Lembre-se da escala 80/20, tanto no aspecto do principio
de Pareto como nos indicadores que trago como referenciais de prioridades em
aperfeiçoar talentos.  

0 comentário em “80/20 de intenção em aperfeiçoar talentos”

  1. Muito bom!
    Tenho observado, no meu dia a dia, que muito se fala e pouco se faz! Quando o lider tem que decidir onde investir, resta pouco para treinamento…
    Márcia

  2. Genial Angela!! Artigo de extrema importância para alertar os gestores quanto a necessidade de capacitação de sua equipe, enxergando as vantagens tanto para o “experiente” quanto para o “aprendiz”. Parabéns!!!

  3. patricia.victorino@cbcontactcenter.com.br'
    Patrícia Victorino

    Você contextualizou de forma excepcional uma de minhas maiores preocupações no princípio de relacionamento empresa/funcionário. Parabéns! Abraços. Patrícia

  4. Angela, fico feliz em fazer parte do seu quadro de relacionamento profissional, sábias palavras, fico apenas triste saber 80 dos lideres tem medo em compartilhar o que sabem, essa insegurança é muito ruim.

  5. Excelente a Matéria… é um combustível para nós que acreditamos e trabalhamos verdadeiramente para o desenvolvimento do capital intelectual humano.

  6. kriskas001@hotmail.com'
    Cristiane Oliveira

    Profª Angela muito pertinente esta máteria. Recentemente passei por uma situação similiar ao que menciona o texto: tive vetada a aprovação de minha bolsa de estudo e como insisti na proposta de voltar a estudar por subsídios próprios e por ter sido encarada como uma ameaça vi minha carreira ser finalizada naquela organização.
    É importante os gestores aperfeiçoarem sua visão e incentivar ests iniciativa.

  7. aloizio.tavares@gmail.com'
    Aloizio Tavares dos Reis

    Profa Ângela, parabenizo pelo ARTIGO, onde concordo em gênero e grau sobre a necessidade de investimento em capacitação no principal “capital” de qualquer empresa, seja ela pequena ou grande. É hora de pragmatizar o que aprendemos no dia-a-dia, desenvolvendo pessoas e talentos.
    Muito obrigado es sucesso.
    Aloizio Tavares

  8. Parabéns Profª Angela!
    Ótimo artigo!
    Realmente nos faz refletir quanto o discurso ainda está longe da prática. Quantos gestores ainda vêem a capacitação de seus colaboradores como ameaça… e com isso, muitas vezes impedem o desenvolvimento das equipes e organizações.
    Obrigada por compartilhar! Bj Vivi

  9. hilmamascarenhasoliveira@hotmail.com'
    Maria Hilma Oliveira

    Olá, Angela, adorei seu trabalho de discernimento visto nesta obra , realmente o gestor deve entender as formas de trabalho no qual abrange um maior aspecto social e que o espírito de liderança se destaca no meio social, parabéns! nota 10.

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