Advogados Antiéticos

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Ministros de Tribunais, Juízes e Desembargadores, na maioria das vezes, seguem os preceitos morais e legais, porém são de fato antiéticos em suas decisões sobre o que é ser justo. O mais vil de todos são os advogados criminalistas que defendem réu confesso.

O médico paulista Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão pela Justiça criminal de São Paulo em novembro de 2010 sob acusação de ter praticado 52 estupros e atentados violentos ao pudor contra suas próprias clientes, foi solto por decisão do ministro Gilmar Mendes.

Sua excelência julgou que o estuprador serial deveria recorrer em liberdade da sentença, pois não representava mais perigo nenhum; como tivera seu registro cassado e não podia mais exercer a medicina, não teria oportunidade de continuar estuprando, já que não iria mais dispor de um consultório para estuprar clientes. Pouco depois, no começo de 2011, Abdelmassih fugiu e até hoje não foi encontrado.

O advogado dele é José Luís de Oliveira Lima. Figura conhecida no meio criminalista especialista em defender criminosos confessos, desde que tenham dinheiro.

Esse é o tipo caso em que a decisão é moral e legal, ou seja atende os requisitos e brechas da lei, porém completamente antiética pois é injusta com todas as vítimas e com a própria sociedade criando dois pesos e duas medidas.Com certeza o advogado de Roger sabia tudo o que ele fez e mesmo assim resolveu defendê-lo. É bem provável que o advogado saiba onde o Roger está para mantê-lo informado sobre o andamento das ações.

A pergunta que fica é: É justo e ético um advogado defender um réu confesso de crimes hediondos? Ele faria essa defesa se o réu confesso não tivesse dinheiro para pagá-lo?

Minha resposta é não e não.

Não é justo e ético defender um réu confesso de crimes hediondos e nem creio que advogados renomados fariam isso sem cobrar. Na minha opinião a motivação aqui é sempre o dinheiro e fama.

“Todos têm direito a se defender perante o juízo”. Penso que os réus confesso não. Não importa se o crime que cometeu foi baseado num momento atípico, como o caso do jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves que matou a também jornalista Sandra Gomide no ano 2000.  Hoje o jornalista cumpre pena no sistema semiaberto. O surreal aqui é que o advogado dele que conseguiu essa proeza toda é Benê Barbosa, presidente da ONG Movimento Viva Brasil.

Outra pergunta que fica é: Como esses advogados, juízes, ministros de tribunais, etc explicam para seus familiares o que é ser ético? 

Com certeza não é pela observação do exemplo deles. Se a esposa, filha, irmã ou mãe de José Luis de Oliveira Lima tivesse sido estuprada pelo Roger Abdelmassih ele ou o seu escritório o defenderia?

Nem tudo o que é moral e legal é ético. Infelizmente. Temos que resgatar os valores éticos para poder, no tempo certo, ser uma sociedade mais justa e evoluída.