Embarque nessa viagem: tudo que descobrimos nos 40 anos da missão Voyager

Se você curte temas relacionados com astronomia, então certamente já ouviu falar a respeito das sondas Voyager 1 e 2 – protagonistas de uma das missões mais celebradas e de maior sucesso da história da exploração espacial. Em 2017, o lançamento dessas duas espaçonaves completa nada menos que quatro décadas e, para comemorar, Maria Tamanini, redatora do Mega Curioso, vertical da NZN que aborda assuntos variados, buscou detalhes e curiosidades sobre essa dupla de viajantes espaciais.

Resultado de imagem para voyager 1 onde estaLançamento e missão inicial

As duas pequenas espaçonaves faziam parte da série Mariner da NASA e foram batizadas originalmente de Mariner Jupiter-Saturn. A Voyager 2 foi lançada no dia 20 de agosto de 1977, e sua irmã, a Voyager 1, alguns dias depois, no dia 5 de setembro. No entanto, apesar de ter partido um pouco mais tarde, a Voyager 1 viajou por uma trajetória mais rápida e, portanto, chegou ao seu destino inicial, Júpiter, em março de 1979. A Voyager 2 se uniu à sua irmã cerca de quatro meses depois, em julho. Elas tinham como missão inicial dar uma olhadinha nas atmosferas, magnetosferas, satélites e sistemas de anéis de Saturno e Júpiter e, claro, investigar a possibilidade de que as luas desses planetas pudessem abrigar formas de vida.

Dados interessantes e curiosidades

Entre as duas, as Voyager 1 e 2 exploraram todos os planetas gigantes do Sistema Solar, isto é, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, assim como 48 de suas luas e os incríveis sistemas de anéis e campos magnéticos desses mundos.

Viajando a quase 17 quilômetros por segundo, a Voyager 1 se encontra a mais de 20 bilhões de quilômetros de distância do Sol, enquanto a Voyager 2, que se desloca a 15 km/s, está a mais de 17 bilhões de quilômetros de distância da nossa estrela.

O que mantém os equipamentos das sondas em funcionamento são baterias de plutônio que devem durar até o ano de 2020. Até lá, elas continuarão coletando dados científicos pelo cosmos e enviando-os à Terra. A ideia inicial era de que a missão durasse apenas quatro anos, mas, graças ao desempenho estelar das sondas, a NASA optou por estender a vida útil das irmãs indefinidamente.

Não importa a distância que as Voyager 1 e 2 percorram – elas são capazes de se comunicar com o nosso planeta através da emissão de ondas de rádio.

Ninguém sabe ao certo onde, exatamente, a Voyager 1 se encontra neste momento – além do fato de que ela está em algum lugar do espaço interestelar explorando o que existe nos limites do Sistema Solar e além.

Aliás, a Voyager 1 foi a primeira espaçonave da História a viajar além dos limites do Sistema Solar e penetrar no espaço interestelar – o que aconteceu em 2012. Já a Voyager 2 se encontra em algum lugar da heliosfera – uma região periférica da nossa estrela e que é preenchida pelos ventos solares.

As sondas não são as únicas naves humanas a viajar além dos planetas do Sistema Solar. As sondas Pioneer 10 e 11 fizeram isso antes das Voyager 1 e 2, mas já foram deixadas para trás pelas irmãs mais jovens.

No momento, as duas naves espaciais estão ajudando em cinco pesquisas diferentes: uma sobre campos magnéticos, uma sobre partículas de baixa energia, uma sobre raios cósmicos e uma relacionada com ondas de plasma.

As sondas transportam uma espécie de cápsula do tempo na forma de um disco de cobre banhado a ouro que contém imagens da Terra, descobertas científicas, músicas, sons do nosso planeta e saudações em mais de 55 idiomas, entre outras coisas – no caso de que alguma civilização alienígena encontre as espaçonaves em suas viagens.

E se ninguém as encontrar, elas permanecerão viajando pela Via Láctea por toda a eternidade, mesmo depois de a humanidade desaparecer.