Google lança TV e revoluciona o mercado

Adnews:

O Google correspondeu às expectativas e confirmou nesta quinta-feira
(20) o seu sistema de TV, durante a conferência para desenvolvedores
I/O, em San Francisco, nos Estados Unidos. O mercado em que a companhia
está investindo é o maior do mundo, com 4 bilhões de consumidores e
investimento publicitário equivalente a US$ 70 bilhões por ano.

Enquanto as fábricas de televisores correm contra o tempo para colocar
no mercado modelos com tecnologia em terceira dimensão, o Google jogou
todas na parede com o seu lançamento, que acaba com a passividade na
relação entre TV e espectador. “Vídeo deve ser consumido na maior,
melhor e mais brilhante tela na sua casa, que é a TV”, disse a
companhia, de acordo com o blog Engadget.

A ideia primária é simples. O sistema levará comandos da internet para a
tela principal da casa, feito, inclusive, já realizado pelas principais
fábricas. O que torna a iniciativa diferente é o nível de interação
alcançado através da nova experiência, que integrará a programação da TV
e a web.

Se quiser pesquisar determinado filme ou seriado, o telespectador terá
retorno tanto da rede quanto da programação televisiva – dos canais FOX e
USA e dos sites Fox, Hulu e Amazon, todos dos Estados Unidos. “Para
usuários, não importa de onde o conteúdo venha. Eles querem apenas que
seja rápido e conveniente”, disse o gerente de produto do Google, Rishi
Chandra. O conteúdo ainda poderá ser gravado por meio do sistema DVR.

O usuário também poderá personalizar o conteúdo da telinha. No evento,
Chandra fez uma demonstração e usou seu filho como exemplo, colocando em
destaque alguns personagens do seriado infantil Sesame Street (Vila
Sésamo). O recurso possibilita ao usuário se centrar apenas nos
personagens preferidos, com intermédio do site oficial do programa em
questão.

Outro recurso de personalização atingirá os amantes do esporte. Com o
Google TV, é possível que, durante uma partida, se consulte a tabela de
resultados pelo browser. A tela da TV se transforma em um sistema
operacional, com janelas em primeiro e segundo planos, o que, para
Chandra, “é apenas uma ferramenta simples”.