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O Preço da Criatividade!

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O psicólogo Karl Duncker em 1945 criou um experimento da
ciência comportamental chamado: O problema da Vela. Tal experimento consiste em
levar uma pessoa para uma sala, deixá-la sozinha e propor que ela utilize os
utensílios deixados em cima da mesa (figura:01), prendendo a vela na parede de
forma que, quando acesa não pingue cera na mesa.

Muitas pessoas tentam prender a vela com tachinhas, outras
derretem a lateral da vela com fósforos e grudam na parede e tantas outras
aberrações. Nada funciona. O que funciona normalmente é tirar as tachinhas da
caixa, utilizar duas ou três tachinhas para prender a caixa na parede e colocar
a vela acesa dentro da caixa conforme a figura:2

Para o cientista isso ocorre e chama-se:  Funcionalidade fixa. Por que conseguimos ver
a caixa apenas como recipiente para as tachinhas e não como uma plataforma para
a vela.


Um outro cientista, Sam Glucksberg, baseado no Problema da
Vela
, criou um outro experimento onde seu objetivo era saber o desempenho das
pessoas para solucionar o problema da vela quando pressionadas. Ele juntou dois
grupos de pessoas para resolver o problema individualmente. Para um deles,
disse que iria apenas cronometrar o experimento com objetivo de criar normas
sobre como solucionar o problema. Para o segundo grupo ele ofereceu recompensas,
dizendo que daria 5 dólares para os 25 mais rápidos. E para o mais rápido de
todos, 20 dólares.

Por mais incrível que possa parecer, o grupo  que recebia recompensas demorou 3 minutos e
meio a mais que o grupo que estava  apenas ajudando a criar normas de solução
. Por
quê isso ocorre?
Por quê as empresas desprezam esses experimentos científicos
que são comprovados há mais de 40 anos?
Por que ainda tentam “comprar” a
criatividade para resolver problemas quando ela é, na maioria das vezes, de
graça?

Seguindo o experimento, Sam montou outros dois grupos com os
mesmos objetivo e as mesmas motivações. Só que agora na sala, cada pessoa
encontrou  a mesa com os utensílios conforme
demonstra a figura nº 3, ou seja, as tachinhas estavam fora da caixa.

O grupo que recebeu as recompensas em dinheiro foi muito
mais rápido que o grupo que estava descrevendo normas. Por quê? Quando os  problemas não são complexos e não exigirem
nada de criatividade, a recompensa em dinheiro funciona por que o cérebro fica
focando somente no óbvio
.

Conclusão: Se o seu negócios exige criatividade e
complexidade nas soluções, não recompense em dinheiro. Crie significado e
propósito para seus colaboradores. Incentive-os a pensar outras possibilidades
pelo prazer, pelo desafio e pelo próprio desenvolvimento.  Seja generoso e crie uma empresa rica, ética e
inspiradora.

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