Perdendo o fio condutor

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A crise que estamos vivendo está mais ligada ao nosso
“lado negro” do que aos bons propósitos que podemos ter.

A Aprendendo a Pensar é uma empresa de consultoria
organizacional e de desenvolvimento humano, com 14 anos de experiência no
mercado, que tem como fio condutor a ética. Durante todo o ano de 2015 e 2016
prospectamos empresas de todos os portes e segmentos de mercado. Empresas essas
que estavam e estão vivendo a crise e algumas nem tanto. Todas essas empresas
tinham como problema central a melhoria de resultados. Algumas com problemas
pontuais de vendas, outras com problemas de engajamento das equipes.

Foram muitas empresas que visitamos, ouvimos suas angústias
e fizemos propostas de trabalho, tanto com fee
mensal como no risco, atrelado à melhoria dos resultados gerais das empresas:
EBITDA, engajamento, processos e assim por diante.

Sabe o resultado que tivemos? Nenhum!

Sempre que mencionamos a forma que trabalhamos, ou seja, com
o fio condutor ético, as empresas davam alguma desculpa e deixavam de nos
contratar. Demorei muito para entender os motivos, mas hoje sei que, ao falar
em ética como fio condutor dos nossos trabalhamos, esbarrávamos em uma área tenebrosa:
a mente humana.  O instinto de
sobrevivência e os atalhos que a vida oferece são, a princípio, antagônicos a
ética e acabam atrapalhando as possíveis formas que essas empresas encontram
para superar a crise.

Formas essas que são, na maioria das vezes, antiética e
imorais. Esses atalhos que os executivos preferem seguir nesses momentos são
tácitos e como não são declarados por vergonha, afasta nossa empresa de
qualquer chance de prestar algum serviço.

A razão de optar por um atalho antiético e imoral está
ligada muito mais ao medo de tentar outras possibilidades do que ao resultado
do trabalho em si, já que os mesmos nem chegam a experimentar nossa
metodologia. É uma pena para todos: empresários, colaboradores e sociedade que
ajamos assim perante o medo. Todos perdem no médio e longo prazo, em que acabam
construindo negócios efêmeros com características de herança e não de legado.

Lembrando que Herança: quanto mais você usa, mais rápido
acaba. E Legado: quanto mais você usa, mais perene ele fica.

Ao construir negócios antiéticos e imorais, esses executivos
sabem que vão perder lá na frente, mas como a crise necessita sobrevivência e
ações duvidosas, eles não pensam muito nisso e estão pouco se lixando para as
consequências de seus atos. A fala geralmente é essa: “Se eu não
sobreviver agora, a qualquer custo, não existirá o amanhã
“.

Nós da Aprendendo a Pensar ficamos muito tristes com essa
postura. Sabemos que existem alternativas como opção. Temos clientes que estão
tendo resultados bons, com muito trabalho, pois afinal estamos em crise, mas
seguindo um fio condutor ético.

Ficamos tristes também por esses executivos e empresários
estarem passando para seus colaboradores uma educação de que o “jeitinho
brasileiro” e a “lei de Gerson” prevalecem para os
“espertos”. Cobram que os políticos devem ser éticos, mas nos
bastidores de suas empresas agem de forma inescrupulosa. Um paradoxo que cresce
a cada dia. Fico imaginando como esses executivos falam sobre ética com suas
famílias. Que educação esses executivos estão dando aos seus filhos?

Se você é um empresário e executivo que está preocupado com
essas questões e quer uma ajuda para mudar o paradigma existente, fale com a
gente. O caminho ético é o único caminho para um mundo melhor. Como disse José
Saramago: “A única evolução possível do ser humano é a ética. O resto é
acumular bens
“. Pense nisso e tome uma atitude!

Francisco Santos
www.aprendendoapensar.com.br