Recolocação Profissional: Um desafio e tanto!

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Autora:
Isabel Spíndola

Neuropsicóloga,
Master Coach e Escritora.

Quando estamos desempregados e buscando
recolocação profissional, é frequente nos sentirmos desorientados, sobretudo
quando o tempo começa a passar sem que tenhamos obtido sucesso em nossas
entrevistas para a efetiva recolocação.

Este tipo de experiência, nos leva a diversas
indagações sobre as razões pelas as quais isso está acontecendo conosco.  É comum não encontrarmos respostas que
justifiquem os reais motivos para que não encontremos emprego.

Para atender as nossas inquietações, costumamos
fazer tudo que sabemos para obtermos sucesso e nem sempre os resultados correspondem
aos nossos esforços. Aos poucos, o nosso entusiasmo e motivação vão dando lugar
a sentimentos de angústias e o que considerávamos inquietação passa a ser sentido
como medo, tornando o nosso comportamento pouco confiante.

 Claro que
este tipo de resposta emocional, não vale para todos. Mas em grande parte das
pessoas que buscam recolocação profissional, este tipo de sentimento costuma
aparecer de modo recorrente.

Esta resposta emocional ocorre independente do
gênero ou do cargo que estejamos pleiteando no mercado de trabalho. Independe
se somos executivos ou estagiários, as preocupações são similares e frequentes.

Existem muitos
motivos
para que a sua recolocação profissional não aconteça. Vamos
relacionar alguns deles e facilitar as suas respostas quando precisar decidir pela
a ajuda de um especialista em recolocação profissional Headhunter, uma
empresa de Outplacement, ou um Coach de Carreira ou Career Coach como
queiramos chamar. Ei-los abaixo:

1.      
Entrevista– O candidato
não está preparado para falar sobre as suas experiências de modo assertivo e espontâneo,
sem ferir valores essenciais no contexto relacionado ao empregado e ao empregador.
Por exemplo, falar de expectativas frustradas na empresa anterior de modo
ressentido. Uma coisa é você ter escolhido mudar de trabalho por que não estava
satisfeito. Outra coisa é responsabilizar a empresa ou ao seu chefe anterior,
pelos seus insucessos. Este poderá até ter sido um dos fatores que motivou a
sua saída da organização, mas a questão foi entre você e ele e os motivos não são
oportunos para serem apreciados no momento da sua entrevista.

2.     
Referências
sobre experiências não consistentes –
O candidato refere-se a determinados
tipos de resultados como sendo seus, e na prática a sua participação não foi
tão relevante assim ou dependeu dos
esforços de seus colegas de equipe, e você os omite no momento de relatar os
fatos. Lembre-se sempre que o
entrevistador quer encontrar o candidato certo e precisa da sua ajuda falando a
verdade. É melhor você procurar atender aos anúncios que mais se aproximem da
sua experiência. Com frequência, você terá uma ou outra competência que precisa
ser aprimorada ou desenvolvida, dentro do cargo oferecido, mas se estas não
forem relevantes para a contratação, não serão impeditivas da sua aprovação.

3.     
Experiência
pouco aderente ao que está sendo solicitado
– A sua experiência não
tem tanta aderência quanto o cargo pretendido exige. O que fazer? É necessário
buscar responder anúncios mais apropriados com o que você sabe fazer bem. Em
qualquer fase do seu desenvolvimento, sempre você terá que saber até onde pode
ir com o que já sabe e o quanto está disposto a correr riscos para ir mais
longe. Lembre-se: As empresas quase sempre não estão dispostas a pagar para
você aprender, principalmente quando você está em disponibilidade no mercado,
então precisa manter-se atualizado com as exigências das empresas contrantes.

4.     
Comportamento arrogante ou displicente. Seja
elegante. Comece não chegando atrasado para a sua entrevista. Ao falar sobre os
seus resultados, o faça com humildade e firmeza. Dê também os créditos para
quem o ajudou a conquistar as vitórias e contribuiu para você chegar aonde
chegou. Se estiver no começo de carreira, vale à pena demonstrar os seus
esforços para vencer todos os dias. É prazeroso ouvir histórias de sucesso, mas
também de jovens talentos ávidos por uma oportunidade.

5.     
Participar
de entrevistas com textos decorados
ou com frases feitas para esconder uma fraqueza. Por exemplo: “Você
é movido pelos desafios” e a sua história sugere ao entrevistador que você não
está no comando da sua carreira. O contexto da entrevista sempre diz muito
sobre você e como você pensa e age. A percepção de quem lhe entrevista está
aguçada para encontrar um talento que atenda as demandas exigidas para o que o
cargo pretendido. Jamais se esqueça disso. Portanto, comunique-se de forma
assertiva e inteligente. A comunicação verbal exige estratégia de raciocínio e
a clareza objetiva sempre dá notícia do quanto se preparou para estar à frente
do desafio de  competir pelo cargo que
almeja.

6.     
Currículo
Confuso –
O currículo do profissional está confuso ou pouco
consistente e não oferece com clareza as informações necessárias para que o
profissional que faz o recrutamento e/ou a seleção sinta-se seguro para convidá-lo
a participar de uma entrevista. Vale ressaltar, que currículo confuso, não
passa credibilidade. Lembre-se: O currículo á a sua primeira vitrine. Precisa
ser atrativo e consistente.

7.     
Despreparo – Você
não se preparou para falar sobre a sua experiência com estratégia de
comunicação. É necessário pensar como você pretende tornar conhecida a sua
trajetória profissional.

8.    
Excesso
de confiança
– Você está tão confiante que a vaga tem a sua
cara, que não se preocupou em ouvir as indagações do entrevistador. Às vezes o
que ele quer saber é justamente o que você precisa se desafiar para entregas
futuras e você não percebeu nas entrelinhas do processo de comunicação, qual
era a expectativa do entrevistador. Isso não está escrito no anuncio. É necessário
manter a mente aberta para perceber o que está sendo dito no contexto da
conversação e você possa tirar proveito positivamente.

9.     
Usar
frase de impactos
– Falar expressões idiomáticas em inglês para
parecer mais inteligente.  Não se preocupe.
Você será entrevistado neste idioma se for uma exigência da contratação. Fique
mais relaxado e seja você mesmo. Use a sua inteligência de comunicação e
percepção ativa, para entender a verdadeira oportunidade que está à sua frente.

10.  Insegurança excessiva. O
medo de não ser capaz de tornar-se convincente durante o processo de entrevista,
tira-lhe a respiração e lhe faltará o oxigênio devido para raciocinar com
clareza. Então, respire. Se você está respondendo um anuncio com aderência ao
seu conhecimento e experiência, a possibilidade de ser aprovado é bem grande.
Com frequência, o que lhe reprova é o despreparo para a entrevista conjugado
com o medo de não parecer o candidato ideal. O candidato ideal será sempre
aquele que melhor atender as expectativas da empresa contratante no que diz
respeito à experiência profissional e bagagem intelectual, cultural e comportamental
que cada profissional carrega consigo. Sempre tem uma empresa procurando por
você. Lembre-se disso.

11.  
Salário
acima ou abaixo do que está sendo oferecido
– Uma coisa é a
negociação salarial onde você cede um pouco e a empresa que está contratando
cede também, para facilitar a contratação. Outra coisa, é você ficar sem
reserva financeira e começar a aceitar qualquer salário sob qualquer condição
para conseguir o emprego. Este tipo de conduta normalmente não é bem sucedida.

Se você leu este artigo e na sua concepção nada
do que foi escrito lhe diz respeito, porém você está há meses sem conseguir um
emprego, entendemos que está na hora de procurar ajuda de uma empresa com foco
em recolocação profissional ou de um Coach experiente.

Antes de decidir sobre os serviços a serem
contratados, procure saber sobre as diferenças entre as atividades de Headhunter,
um serviço de Outplacement e de um profissional especializado em Coach de
Carreira.

Em linhas gerais, eles trabalham com a
perspectiva de ajudar você e oferecem diferentes serviços de modo a caber no
seu bolso.

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