Seu Cliente é Sujeito ou Objeto?

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A grande maioria dos Programas de Relacionamento e Fidelização que conheço trata os seus membros (consumidores e/ou clientes) como meios para se conseguir algo e não como um fim em si mesmos. De certa forma, esses programas olham para a outra pessoa como objeto da relação e não como sujeito. Isso porque estes sistemas tem como foco central apenas o ganho de dinheiro. O ser  humano é e sempre será um fim em si mesmo e não um meio de manipulação.Se não olharmos para as pessoas como sujeitos de uma relação, essa relação sempre se tornará objetificada, o sentido humanitário se perderá e apenas os interesses menores se sobressairão.

 

A premissa básica é sempre a seguinte: Eu te dou algo e você me recompensa com outro algo. Invariavelmente este algo é um objeto: tangível ou intangível. No meio dessa relação busca-se um sentimento de fidelidade, ou seja, por que esse tipo de transação ocorreu, para receber minha recompensa, tenho que ser fiel.
Se a natureza humana funcionasse assim, seria muito decepcionante para nossa espécie. Ainda bem que somos singulares e deixamos os “criadores” de Programas de Relacionamento e Fidelização de cabelo em pé, tentando entender um pouco sobre o ser humano em si.
Até certo ponto, somos previsíveis. Até certo ponto. Em determinado momento e por “n” circunstâncias, internas e externas, o ser humano rompe com seu processo de manipulação e vai passar por outras experiências de consumo com outras empresas que, às vezes, nem Programa de Relacionamento e Fidelização possuem.
Por que faz isso? Simples: ele não é objeto de ninguém… é apenas um sujeito que busca mais do que uma recompensa, busca sua humanidade.
Criar Programas de Relacionamento e Fidelização tendo pano de fundo o ser humano como sujeito é muito difícil e custoso. Ninguém escolhe esse caminho. Afinal “o que interessa é o lucro e, concorrente bom é concorrente morto”. Esse é o paradigma que estamos vivendo e só alguns iluminados conseguem sair dele.
Eu entendo ser possível fazer Programas de Relacionamento e Fidelização diferenciados, partindo de outros paradigmas. Para isso temos que mudar o modelo mental atual.
E você, na sua empresa, trata o seu Consumidor/Cliente como Sujeito ou como Objeto?
Se você não sabe a resposta, veja como você é tratado enquanto colaborador… Geralmente é da mesma forma que você tratará os seus Clientes/Consumidores…

Mentor, Professor e Consultor, Mestrando em Filosofia para Crianças, Pós-graduado em Filosofia e Ensino de Filosofia, Licenciado em Filosofia, MBA em Gestão Educacional, Graduado em Comunicação Social. Atuou como CEO e Diretor de várias empresas nacionais e multinacionais e hoje é sócio da UNIÉTICA – Plataforma de Aprendizagem de Ética e Moral e da Aprendendo a Pensar, consultoria com 18 anos de existência, especialista no Desenvolvimento da Cultura Ética e Moral Organizacional. Professor convidado de Ética do MBA da FUNDACE/USP, Professor contratado UNISANT’ANNA para as áreas de ética e moral em negócios, Ombudsman/Ouvidor pela ABO - Associação Brasileira de Ouvidoria, Organizador do TEDxRibeirão, Voluntário do Escritório Regional do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ONU), Voluntário do CVV. Autor do livro: Código de Conduta e Princípios Éticos. Lattes: http://lattes.cnpq.br/7441302613915101

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