Varejo: consumidores querem comprar soluções e não produtos?



Vou resumir aqui a coluna do meu amigo Luiz Alberto Marinho publicada hoje no Blue Bus (www.bluebus.com.br). Para quem não sabe, um site dedicado a marketing e publicidade. Marinho está em Nova York, onde foi cobrir a 97ª conferência da NRF, National Retail Federation, a principal associação voltada ao varejo dos Estados Unidos.


 


Segundo ele, o final da convenção teve um sotaque brasileiro. Os consultores Marcos Gouvea de Souza e Alberto Serrentino defendem que o varejo deve investir mais na oferta de serviços. E Cláudia Pagnano, vice presidente de marketing do Grupo Pao de Açúcar, fechou o painel, indo na mesma toada.


 


Gouvêa inclusive mostrou dados de consumo de diversos países. Na Itália, por exemplo, as famílias gastavam, em 1970, 68% do orçamento doméstico com produtos e apenas 32% com serviços. Hoje elas gastam praticamente metade com produtos e a outra metade com serviços. Na França, os serviços já abocanham 60% da renda disponível para o consumo nos domicílios, pouco mais do que no Brasil, onde os serviços representam 55% das despesas familiares.

Serrentino, por sua vez, mostrou como redes que vendem alimentos passaram a também oferecer comida pronta e como farmácias estão agora também no ramo de saúde e bem estar. Já a Cláudia não ficou apenas na apresentação do que sua empresa está fazendo – ela apresentou um vídeo sobre o Brasil e o grande momento, cheio de oportunidades, em que vivemos.