Um Ano Bom

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“O Brasil não é para principiantes”, já dizia Tom Jobim.
Hoje canso de ler que o Brasil não é para amadores e acredito que não é mesmo.
Empreender na nossa terra desenvolve outros sentidos além dos já conhecidos.

Mais um ano difícil está terminando.
O ano que vem será um ano bom e os próximos melhores ainda e todos que não
param de aprender, procuram o tempo todo serem melhores executivos e gestores e
buscam o melhor para o negócio e para seus colaboradores irão crescer mumercado em alta e crescimento, nos fazem muitas vezes tomar péssimas decisões e nos
forçam a erros grotescos e ainda e não nos preparam para quando as crises
chegam.

Empreendendo, eu passei por
todos os planos que o governo tentou emplacar para diminuir uma inflação que
chegou a mais de 40% ao mês. Sarney I e II, Plano Color e finalmente o Real.

Cada plano era uma esperança e ao mesmo tempo minavam o
negócio, mercado e nossa saúde com suas derrocadas. Mesmo o Plano Real, no
começo apenas mais um plano, teve um mês de dolarização e uma greve de mais de
trinta dias dos correios (quando os correios eram importantes para qualquer
negócio) e todos esperavam o pior, já escolados pelos planos anteriores.
Contudo em todos escutei de vários empresários o mesmo que meu tio Alonso
falava: se for para arrumar o país vale a pena.

Em 2001, como diretor comercial de uma multinacional gráfica
de grandes formatos, com seu principal negócio relacionado às grandes campanhas
de mídia outdoor, a maioria apoiada em painéis iluminados veio a crise de
energia e o apagão na cidade.

Até 2006 todo o mercado me sondava diariamente e me mandavam
propostas para ir trabalhar com eles. Em 2007 com a Lei Cidade Limpa meu
curriculum valia menos que o papel que ele estava impresso.

No final de 2007, abri uma agência de comunicação e tinha apenas
dois clientes. Americanos! Em 2008 começa a
crise na américa. No final de 2014 contratei vários executivos para incrementar
as vendas e o conteúdo, mas não contava com a Petrobrás.

Também em todos estes momentos de crise cometi erros enormes
e tomei decisões horríveis que acreditei terem sido forçados pelo momento.

Olhando assim, parece que não tive nenhum sucesso, porém ao
mesmo tempo tive grandes vitórias, superei Himalaias de desafios, conheci
grandes profissionais e tive a honra de trabalhar e aprender com alguns deles.
Aprendi tanto sobre mim mesmo. Acredito que desenvolvi mesmo outros sentidos.

O ano que vem será um ano bom e os próximos melhores ainda.
Então não se esqueça de investir em você. Primeiro em se conhecer melhor
(aparentemente você não verá nenhum lucro nisso). Não invista seu tempo somente
na vida profissional. Procure equilibrar com a família e principalmente doando
aquilo que você tem de bom à sociedade (o retorno sobre o investimento é
gigante e garantido). Tenha um tempo para si mesmo todos os dias e verá que as
melhores ideias geralmente aparecem neste momento.

O ano que vem será um ano bom e os próximos melhores ainda.
Sempre.

Porém antes disso comemoremos este ano. Estamos vivos.

Boas festas.

 

Engenheiro mecânico, pós-graduado em marketing pela ESPM, com mais de 25 anos de experiência em marketing e comunicação. Sócio da consultoria de desenvolvimento pessoal "Ser O Quê" e da agência LinkLab Comunicação, atende a clientes como Itaú, Febraban, Cisco, Latam, Grupo Caôa, EMC2 e CA Technologies.

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