China vai completar rede GPS e desacoplar dos EUA nesse espaço

70% dos smartphones chineses agora são compatíveis com o Sistema Beidou
A China anunciou na última sexta-feira de 2019 que está a apenas alguns meses de completar seu sistema de posicionamento baseado em satélites Beidou, à medida que se move para reduzir sua dependência do GPS americano, tanto em telecomunicações quanto em suas forças armadas.
Os dois últimos satélites serão lançados em junho próximo, completando a rede de 35 satélites, disse Ran Chengqi, porta-voz do Sistema de Navegação por Satélite Beidou, a repórteres em Pequim. O número de satélites em operação superará os cerca de 30 usados ​​pelo Sistema de Posicionamento Global de propriedade dos EUA.
Da agricultura moderna a portas inteligentes e um serviço de mensagens de texto, a China está tentando construir um ecossistema independente do GPS e abri-lo para o sudeste da Ásia, sul da Ásia, África e Europa Oriental. Esse esforço leva a dissociação entre Washington e Pequim, que deve entrar no terceiro ano de uma guerra comercial, à fronteira final do espaço.
Mais de 70% dos smartphones chineses estão equipados para acessar os serviços de posicionamento da Beidou, disse Ran. O sistema também desempenha um papel nas comunicações sem fio de quinta geração, uma área em que a Huawei Technologies da China está na vanguarda do desenvolvimento tecnológico. “A integração de Beidou e 5G é um sinal importante no caminho para o desenvolvimento da tecnologia da informação na China”, afirmou ele.
Os serviços serão aprimorados até o final do próximo ano, acrescentou Ran. Por exemplo, o nível de precisão do posicionamento melhorará de 5 metros para centímetros, um avanço que ajudará as missões de busca e salvamento.
Essa precisão também é crucial para o desenvolvimento de veículos autônomos, um setor apoiado pelo governo. Tanto o Beidou quanto o 5G serão empregados por ônibus autônomos que em breve entrarão em operação na cidade de Wuhan.