A inimiga dos operadores… e das empresas

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No próximo dia 28 é comemorado o Dia Mundial de Combate ao LER, lesão por esforço repetitivo. A data serve para reforçar a importância de atividades no ambiente de trabalho para promover qualidade de vida ao colaborador. Segundo a OMS, Organização Mundial da Saúde, o malefício atinge profissionais entre 30 e 40 anos, na grande maioria. Já o INSS, Instituto Nacional de Seguro Social, aponta a LER, também conhecida como DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), como a segunda maior causa de afastamento do trabalho no Brasil.

 

O professor de educação física que desenvolve trabalhos à saúde dos colaboradores, Márcio Aldecoa, explica que a lesão por esforço repetitivo realmente merece atenção. Segundo o especialista, ela tem quatro fatores causadores que são força excessiva, repetição, postura incorreta dos membros superiores e compressão mecânica. Além disso, a LER é geradora de problema como tenossinovite, tendinite e a bursite, principalmente nos membros superiores, bem como lombalgias (dores nas costas),  devido às más posturas nos postos de trabalho e nos vícios posturais.

 

“Seus sintomas são, dor, fadiga localizada, perda de força, dormência do membro atingido, edema (inchaço) de extremidades, sensação de peso no membro; redução ou perda da sensibilidade”, reforça Márcio, que também é diretor da Life PQV, empresa especializada na prestação de serviço de qualidade de vida.

 

Prevenção

O passo inicial para eliminar os fatores causadores das lesões é a aplicação constante de um processo de conscientização às pessoas que estão expostas aos fatores e a inclusão de programas de qualidade de vida, como, por exemplo, a ginástica laboral. Segundo o professor, a empresa que gera esse tipo de repaginada em seu ambiente de trabalho cria vínculo saudável com o trabalhador, de forma com que os funcionários possam aprender e levar para o dia a dia as dicas de prevenção.

 

A ginástica laboral proporciona sensação de bem-estar e disposição no trabalho, diminuição do absentismo, aponta Márcio. Atrelado a isso, aumenta a flexibilidade, força, coordenação; ritmo, agilidade e resistência. “A ginástica laboral é um dos programas mais eficazes no combate a LER. Juntando-a com um comitê de ergonomia e um processo bem elaborado de conscientização os riscos do problema ficam bem reduzidos”, alerta.