A redescoberta do valor das histórias

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O storytelling sempre existiu. Sob várias formas em diferentes culturas, o ato de contar histórias é algo natural do ser humano. As parábolas bíblicas eram storytelling, os maathal árabes são storytelling, assim como muitas piadas. Só que agora esse recurso está sendo trazido para dentro das empresas, como forma de treinar e motivar os colaboradores. “As empresas descobriram como esse costume pode ser importante, especialmente em contextos em que a pessoa se sente excessivamente ´individualizada´, sem contato pessoal”, comenta Mônica Kalil Pires, consultora da Ativar.
Ainda pouco explorado no Brasil, a expectativa é que o cenário logo mude seguindo a tendência mundial e os ganhos que traz para o negócio. Isso porque, segundo a executiva, as histórias aproximam as pessoas – diluem hierarquias; apresentam conceitos complexos de forma simples, mas não simplória; permitem outros pontos de vista para o mesmo fato, entre outros benefícios. “As pessoas – especialmente os mais jovens – não têm mais paciência com palestras, ou pessoas que se colocam em um pedestal para ensinar os outros. A educação hoje em dia é bem mais eficaz quando horizontal. O storytelling, neste sentido, aproxima a informação e a torna mais interessante”, explica.
Mais especificamente no mercado de call center, ela conta que o storytelling pode melhorar a comunicação, ampliar o vocabulário, ampliar o repertório de argumentos do vendedor, motivar, integrar participantes de um grupo, etc. Para isso, Mônica sugere criar oficinas de storytelling, em que as pessoas participem por adesão. Outra possibilidade é criar concursos literários, ou coletar histórias que são escritas por um profissional que trata de divulgá-las através de algum suporte (livro, blog, etc). “Essas soluções desenvolvem o conhecimento linguístico, a empatia, a curiosidade, etc.” Já para motivar, a consultora coloca como ideal que alguns líderes façam oficinas de storytelling e incluam as histórias em sua rotina. “Eles devem também coletar histórias próprias e desenvolver a habilidade de se comunicar encontrando seu próprio estilo.”