Aprendendo a liderar com Harry Potter

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Autor: JB Vilhena
A saga de Harry Potter se desenvolve ao longo de sete livros. Em cada um deles há importantes lições que os líderes contemporâneos poderiam utilizar no seu dia-a-dia.
No livro um (A pedra filosofal) o simpático bruxinho nos ensina que para liderar é preciso, em primeiro lugar, acreditar que as coisas podem ser melhores do que jamais foram. Esse insigh nos permite compreender porque é fundamental que os líderes tenham consciência dos ônus e bônus inerentes a sua função, o quanto é importante saber fazer as escolhas certas, o valor dos inestimável dos aliados e o risco de subestimar os inimigos.
No segundo livro da saga (A câmara secreta) Harry nos inspira para refletir sobre como lidar com trade-offs e nos remete a reflexão sobre o estilo de liderança que devemos adotar. Durante seus freqüentes atritos com Draco Malfoy verificamos que Harry deixa transparecer algo que muitos líderes lutam por esconder: que são seres sensíveis ao bem mas também o são ao mal.
Baseados no livro três (O prisioneiro de Askaban) é possível estabelecer uma analogia entre os “dementadores” e a importância do modelo mental no exercício da liderança. Também é possível verificar como é importante saber onde estamos pisando (nosso “mapa do maroto”). Outro aspecto interessante é a reflexão sobre como utilizar experiências anteriores para tomar decisões mais seguras e discutir porque, às vezes, nossos inimigos são os melhores aliados.
O quarto livro (O cálice de fogo) nos inspira a utilizar nossas memórias na hora de decidir e nos ajuda a refletir sobre a importância de não nos preocuparmos apenas em vencer a qualquer custo.
Um novo momento de reflexão pode ser vivido com a leitura do livro cinco (A ordem da Phenix) que nos alerta sobre a importância de manter nossa mente livre de interferências, ensina a nos prepararmos para perder até mesmo pessoas que amamos e nos leva a refletir sobre a importância de não temer as injustiças.
Podemos utilizar o livro seis (O príncipe mestiço) para, junto com Harry, refletir sobre a importância de aprender com quem já fez antes, conhecer a história daqueles que nos cercam e ter cautela com as pessoas más.
Finalmente chega a grande apoteose do livro sete (As relíquias da morte) para lembrar que mesmo os amigos mais leais podem ter ciúmes do nosso sucesso.
Acreditamos que é possível utilizar a obra de J.K. Rowling para pensar sobre como:
1 – Aproveitar as metáforas contidas nos 7 livros da saga de Harry Potter para refletir sobre liderança;
2 – Analisar os principais desafios do líder contemporâneo;
3 – Compartilhar experiências, discutindo teorias e posturas que podem conduzir a formação de um estilo de liderança que promova o atingimento de resultados sem abrir mão de um tratamento mais humano do liderado.
Não há dúvida que formar líderes capazes de enfrentar desafios como a chegada da geração Y ao mercado do trabalho, apagão da mão de obra, uso cada vez mais intenso de novas tecnologias no ambiente de trabalho, necessidade de desenvolvimento de visão sistêmica e tantos outros não é tarefa fácil. A ausência de novas abordagens que possam estimular pessoas a estudar liderança é um fator que agudiza esse desafio.
Até onde sabemos, não há notícias de que se tenha utilizado os livros que retratam a saga do simpático bruxinho Harry Potter para ilustrar os desafios diários enfrentados pelas lideranças. Acreditamos que ao fazê-lo, poderemos estar ajudando as pessoas a se aproximar dessa importante temática de forma lúdica e sedutora.
JB Vilhena é presidente e consultor sênior do Instituto MVC