Avançando com amplitude de escopo

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“A Proxis é uma butique. Ela já nasceu assim e se fortaleceu cada vez mais com esse posicionamento”, decreta o CEO da organização, Jimmy Cygler, em entrevista exclusiva ao portal Callcenter.inf.br. A companhia, que completa 11 anos em setembro, vem se classificando como contact center multicanal nos últimos 4 anos. Hoje, a Proxis mantém um site em São Paulo e quatro operações no cliente, distribuídos em 300 PAs para 500 operadores.

 

Para o executivo, a lógica do setor de call center é baseada na economia de escala, ou seja, exige grandes volumes para diluir os custos de investimentos. “O nosso negócio é por economia de escopo, ou seja, a prestação do serviço da forma mais completa possível para um determinado cliente. Nós atendemos operações muito pequenas, que os grandes call center não têm a mínima condição de atender, como operações a partir de duas PAs, por exemplo”, detalha. “Ao invés de economia de escala, nossa lógica subjacente é a amplitude de escopo”, complementa.

 

A ideia das chamadas butiques é a personalização do atendimento. Como exemplo, Cygler informa que a Proxis atende empresas como Louis Vuitton e Harley Davidson, que buscam atendimento diferenciado. “Eu acho que tem lugar para todo mundo. Há operações gigantescas e que precisam de EPS, empresas de prestação de serviços, de grande porte e há empresas que querem qualidade”, pondera.

 

E quais são os planos para o futuro? “Vira e mexe, nos perguntamos onde queremos estar daqui cinco anos. Nós temos duas estratégias de crescimento, e consideramos um crescimento verde: internacionalização e interiorização”, indica. O executivo explica que o conceito de interiorização está ligado ao teletrabalho, que gera economia com infraestrutura e oportunidades para pessoas com dificuldades de deslocamento. Já a internacionalização permite que a empresa expanda as atividades para o Brasil e para o mundo, com operações bilíngues ou trilíngues. “Já estamos com acordos com empresas de países vizinhos, principalmente da língua espanhola, para termos operações no Brasil que tenham braços em outros idiomas em outros países”, adianta.

 

A meta é avançar com a qualificação de serviços personalizados. “Nosso objetivo, em cinco anos, é estar em cinquenta cidades do interior do Brasil. Queremos ser uma empresa que cresce somente na medida que consegue manter a característica de butique e nós acreditamos que podemos crescer junto com nossos clientes até um tamanho de aproximadamente mil PAs”, resume Cygler.