Call center invade horário nobre e salas de cinema

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O que Juliana Paes, Angelina Jolie e o jovem ator Dev Patel, do premiado filme “Quem quer ser um milionário?” têm em comum? Os três, na ficção, trabalham em call centers, empresas de telemarketing. Juliana Paes, como Maya, na novela Caminho das Índias, vive uma teleatendente no Rajastão; Angelina Jolie é uma supervisora de uma central de atendimento no filme A Troca, e Jamal K. Malik, personagem de Patel, trabalha servindo chá em uma empresa de telesserviço.

 

O desenvolvimento do setor, em todo o mundo, talvez justifique a escolha como pano de fundo para as três histórias. No Brasil, o telesserviço tem crescido, em média, 10% ao ano, tanto em faturamento como em geração de novos empregos. Segundo a ABT – Associação Brasileira de Telesserviços, mais de 850 mil profissionais trabalham nas centrais de atendimento. Boa parte é formada por jovens de 18 a 24 anos que encontraram no setor a sua primeira oportunidade de emprego com carteira assinada e a possibilidade de seguir carreira. Do total de teleatendentes, 74% têm o 2º grau completo e 22%, curso superior.