De Mobitel a Dedic: a aposta na manutenção do crescimento

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A Mobitel finalizou 2002 com crescimento de 252% em número de PAs, atingindo 2.700 postos, sendo 900 internas (site Desembargador), 900 no novo site Bernardino de Campos e 900 gerenciadas nas instalações de clientes. O crescimento foi de 138%, fechando o ano com R$ 65 milhões em faturamento. Destacou-se pela atuação em telemarketing ativo e receptivo, help desk e cobrança e teve maior crescimento em telemarketing receptivo, seguido pelo ativo.


“Em 2003, o crescimento nestes setores deve ser superior em função dos projetos postergados para o próximo ano, decorrentes do aumento do dólar e instabilidade da economia”, avalia Miguel Cui Filho. Quanto à terceirização, a empresa visualiza que 80% das operações de callcenter ainda são internas e as empresas buscam redução de custos e atualização de plataformas tecnológicas. Por issso, acredita que as perspectivas de crescimento da terceirização sejam positivas no próximo ano.


“O ano de 2002 representou para a Mobitel a consolidação da posição entre as dez maiores empresas do mercado de callcenter”, considera. Para 2003, a empresa prevê crescimento de 30% do setor, levando-se em consideração seu potencial. “A necessidade por parte das empresas em atualizar sua infra-estrutura bem como manter o nível de qualificação dos recursos humanos faz com que a terceirização seja uma opção interessante, permitindo que as empresas mantenham o seu foco no cliente e busquem aumento de rentabilidade”, comenta o executivo.


Outra novidade para a Mobitel, em 2002, foi a mudança de sua marca, passando a atender por Dedic. Com a alteração do nome, o Grupo Portugal Telecom, principal acionista da empresa de contact center, visa desvincular a marca Mobitel das atividades de callcenter, setor que representa 90% do faturamento da empresa, deixando-a apenas com as funções relativas às atividades de paging, que ainda mantém 25 mil usuários em um mercado estático. Neste ano, a estratégia de crescimento da Dedic está focada em prospecção de clientes, na disponibilidade de um novo site (com 900 posições de atendimento), participação em licitações, e continuidade da divulgação da marca. “Nosso objetivo é confirmar a presença entre as dez maiores empresas de callcenter no Brasil”, comenta o presidente da Portugal Telecom, Eduardo Correia Matos.