Depois da Y, vem aí a Geração Z

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Se a Geração Y é a bola da vez quando o assunto é choque de gerações no ambiente de trabalho, especialistas já começam a analisar o que vem pela frente e anunciam a “Geração Z”, formada por pessoas nascidas desde a segunda metade da década de 1990 até os dias de hoje e, portanto, sucessora da Y.


De acordo com os psicólogos, esta é a primeira geração nascida depois do advento da internet. “Para esta moçada, o que vale é zapear entre canais de televisão, internet, telefones multifuncionais, mp3 etc… eles são inquietos e realizam várias tarefas simultaneamente; o tempo para variar entre uma atividade e outra para eles passou a ser ainda menor que para a Geração Y”, explica Cíntia Bortotto, psicóloga e consultora em recursos humanos. “Eles já nasceram em um mundo em que a conectividade e a queda da barreira da distância eram realidade”, acrescenta.


A Geração Z vive a conectividade onde quer que esteja, por meio da tecnologia dos smartphones, notebooks e tablets, que os acompanham o tempo todo. É como se eles já tivessem nascido plugados e interconectados. “Eles são criativos e tecnologicamente diferenciados e continuam com o excesso de cuidado na infância já experimentado pela geração Y”, esclarece Cíntia. Mas, segundo a psicóloga, eles têm um desafio extra: precisam saber selecionar informações em um universo imenso em que elas estão totalmente disponíveis e vêm em uma quantidade nunca experimentada antes.

 
Para Cíntia Bortotto, com a tecnologia, apenas livros não serão mais suficientes para eles. “Hoje, nas salas de aula da Geração Z já vemos uma mescla de livros, Ipads e notebooks com internet. Banda larga e wireless já devem ser considerados como condição básica”, diz.  Ela também diz que conteúdos bem posicionados em websites e uma navegação atraente serão imprescindíveis para eles. “Isso sem falar dos professores, que deverão estar cada vez mais conectados e acessíveis em comunidades virtuais, para mostrar que falam a mesma língua e entendem a realidade dos alunos”, comenta.

 
Mas, de acordo com a especialista, o maior desafio será ensiná-los a procurar e principalmente serem críticos ao que lêem e vêem, e não acreditarem e aceitarem o que vem escrito nos primeiros links ou páginas no Google. “A crítica e a competência em lidar com a informação deverão ser ensinadas nas escolas com maior eficácia”, afirma Cíntia. Para a psicóloga, ferramentas como o e-learning tendem a crescer combinados com metodologia presencial, uma complementando a outra.