Desmistificando o coaching

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“Quero mudar, mas não sei por onde começar!”. Esta é a frase mais ouvida nos consultórios de especialistas em coaching por todo o mundo.


Coaching é um processo de desenvolvimento da inteligência emocional para uma melhor atuação na vida profissional e pessoal, ativando e potencializando as habilidades do indivíduo. O “coach”, como é chamado o terapeuta desta atividade, serve de bússola do indivíduo no encontro e conscientização de suas capacidades, bem como de seus valores fundamentais e propósito de vida.


O coaching não é terapia e não tem o propósito de resolver problemas emocionais. É um processo que ajuda a alcançar objetivos que a pessoa deseja. A coach e hipnoterapeuta Marie-Josette Brauer observa, em sua experiência profissional, que a maioria das pessoas não tem clareza de objetivos.


“É necessário clarear e perceber os bloqueios. Algumas vezes, o cliente de coaching propositalmente mantém seus objetivos obscuros como uma forma de fuga, para não promover mudanças. E quanto mais brilhante a pessoa é, suas justificativas serão ainda melhores”, afirma Marie-Josette.


Ela é psicóloga há 40 anos e master-practitioner e trainer em programação neuro-linguistica. Desde 1995, ministra workshops, palestras, treinamentos e consultoria para dirigentes, equipes de alta performance e desenvolvimento pessoal.


As pessoas se sentem bloqueadas diante de condições externas com grande pressão e ansiedade, sendo impossível vislumbrar possibilidades. É necessário remover a crença limitante para permitir criatividade. A pergunta: “o que te impede de.?” é uma forma de estimular o pensamento criativo sem deixar a pessoa sentindo que precisa se defender ou justificar. É diferente de “por que é que você não.?”, que faz com que a pessoa se sinta ameaçada.


O coach facilita processos, mas não cabe a ele dar palpites ao cliente. Passo fundamental é a escuta, entendendo o que está por baixo dos problemas apresentados. Nesse processo, o coach contribui para identificar as crenças limitantes que devem ser removidas. Entre algumas das ferramentas, pode-se destacar a programação neurolinguística (PNL) e a terapia de linha de tempo (TLT).