ERP torna-se fundamental

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Os sistemas integrados de gestão, particularmente no caso do ERP – Enterprise Resource Planning, tiveram sua origem nos antigos sistemas de gerenciamento das atividades de manufatura ou MRP – Material Resource Planning. Esses sistemas, que inicialmente eram utilizados como ferramenta de controle das etapas produtivas inerentes à operação fabril, evoluíram e se adaptaram às demais indústrias; desde as manufaturas às empresas de serviços.

“O fato é que, atualmente, com o aumento dos controles internos de recursos a necessidade de ferramentas que permitam a integração das informações é fundamental para a gestão empresarial. Além disso, a questão da integração da cadeia de valor para que se obtenha maior eficiência nas relações comerciais é um dos maiores aceleradores do mercado de ERP”, comenta Vanessa Cabral, analista da Meka.

Atualmente, grande parte do que é gasto com consultoria de processos e serviços de customização de sistemas integrados deve-se às implantações de módulos de ERP realizadas nos últimos 10 a 15 anos. Segundo a pesquisa realizada em parceria com a DMS br, verificou-se que o mercado de ERP no Brasil apresenta uma tendência de estabilidade nos últimos três anos, conforme mostra o gráfico abaixo.

Evolução do Mercado de ERP

Em termos regionais, a pesquisa identificou que as soluções de ERP são, preponderantemente, utilizadas na região Sudeste do Brasil. O Estado de São Paulo, principalmente a capital, é disparado o grande centro consumidor destas tecnologias, responsável por quase 50% dos produtos e serviços de ERP, adquiridos entre os anos de 2001 e 2003.

Em termos de segmento vertical de atuação, merecem destaque: o grande potencial de crescimento do segmento agrícola – em plena expansão com o foco no comércio mundial; os investimentos realizados no segmento atacadista em função do processo de consolidação e da necessidade de otimização da cadeia logística; a corrida para as exportações vivenciada pelas indústrias automobilísticas, eletro-eletrônicas, papel e celulose e de alimentos processados (quase todos os módulos de ERP estão presentes em cerca de 80% das empresas pesquisadas dentro do segmento industrial) e também pelo segmento de mineração. O setor de serviços, em geral, apresenta uma relevante expansão na utilização de ferramentas de ERP, no Estado de São Paulo, onde o universo de empresas ligadas às atividades de serviços possui um nível superior em termos de padrão de adoção tecnológica.


Observou-se que o principal motor para os investimentos em ERP nos segmentos destacados deriva de uma necessidade de criar uma estrutura tecnológica capaz de suportar a integração das operações produtivas e logísticas, principalmente por dois motivos: a redução nos custos operacionais e o cumprimento dos prazos de entrega.

O estudo também revela diferenças no perfil de demanda dos módulos por tamanho de empresas: /”dentro dos segmentos de infra-estrutura de Transportes, Comunicação e Utilities, por exemplo, observa-se que as pequenas e médias empresas de Transportes realizam investimentos mais básicos, voltados aos módulos administrativo-financeiros. Quanto às empresas de Utilities e de Comunicações, as quais, em média, apresentam níveis mais altos de faturamento, os investimentos focaram-se em módulos de Informações Gerenciais e RH”/, comenta Vanessa Cabral.

Quanto às perspectivas de investimento em TI, pequenas e médias empresas se mostram mais voltadas à complementação da sua infra-estrutura básica de ERP. A principal diferença observada com relação aos módulos a serem adquiridos.

Entre as grandes empresas, é esperado que os setores financeiro e industrial sejam forçados a intensificarem os gastos em recursos de monitoramento de processos e interações eletrônicas, principalmente devido às leis decorrentes dos acordos Basiléia II e Sarbanes-Oxley.

Todo o cenário delineado pelo estudo projeta um crescimento favorável para os próximos anos, dando uma certa vantagem para os fornecedores de soluções nacionais que vêm obtendo vantagens com relação aos tradicionais players globais. Este fato ocorre principalmente em função dos baixos custos de aquisição dos produtos e serviços, além de permitirem maior flexibilidade para atender o mercado SMB, o qual encontra-se em franco crescimento.