Formação profissional

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No coração do atendimento, o operador de call center vem tendo por parte das empresas uma maior atenção. Se antes ainda existia certa distância entre eles, agora o que vemos é uma relação bem mais próxima, visando o crescimento de ambos. “Atualmente as empresas de call center estão investindo mais em treinamentos, workshops e coaching para que o operador esteja apto a assumir outros cargos dentro da empresa, inclusive cargos de liderança”, afirma Angelo Caracini, diretor do site da Alert Brasil em Porto Alegre, que em homenagem ao Dia do Operador, 04 de julho, irá entregar um cartão de agradecimento e um brinde. Isso possibilita ao operador, segundo o executivo, construir uma carreira dentro da empresa e com isso deixar de ver a função como um complemento.
Inclusive, Caracini aponta que a melhor forma de trabalhar a valorização desse profissional é exatamente mostrar a todo o momento que existem diversas possibilidades de crescimento, incentivando o desenvolvimento pessoal e profissional do operador. Dentro disso, a Alert Brasil tem um Programa de Educação Corporativa (PEC) que visa o desenvolvimento de todos os colaboradores independe do nível hierárquico. “Isso já nos deu ótimos frutos, atualmente 80% dos cargos de liderança da empresa são resultados deste excelente programa”, revela.
Porém, o executivo destaca que tudo isso só faz sentido se o operador também estiver comprometido com as funções. Ou seja, é preciso que do outro lado também exista um interesse por evoluir. Só assim, haverá a construção de um verdadeiro relacionamento entre empresa e operador. “Ele deve trabalhar e agarrar toda oportunidade como se fosse a última, sabendo que isso pode mudar a vida dele e de toda a família, pode abrir portas que ele nem imagina. É necessário empenho e dedicação”, afirma Caracini.
É o caso da operadora Elisangela Tavares Pereira da Silva, de 18 anos, que tomou contato com a atividade por meio de colegas, que falavam sobre a profissão. Como tinha vontade de lecionar se interessou pela função, já que há contato com pessoas durante todo o tempo de trabalho. Hoje, ela gosta do que faz e entende a importância disso para sua carreira. “Gosto muito de trabalhar como operadora. O contato com as pessoas, a interação com clientes, a resolução de problemas, além disso, costumo me colocar no lugar do cliente, atendendo-o do mesmo modo como gostaria de ser auxiliada”, finaliza Elisangela, acrescentando que deseja que todos os operadores valorizem mais a equipe e que realmente sejam uma família.