Gerações diferentes, lideranças distintas

0
3



Cerca de 78% das corporações acreditam que as questões geracionais influenciam em nível alto ou muito alto o estilo de liderança em suas organizações. É o que revela uma pesquisa da MOT – Treinamento e Desenvolvimento Gerencial. Para os entrevistados, pertencer às gerações X ou Y faz total diferença nas atitudes dos líderes – o que pode comprometer o desempenho de seus liderados. “Ser questionador é a principal característica dos profissionais da chamada Geração Y. O próprio nome que designa esse grupo de pessoas sugere isso (Y, em inglês, pronuncia-se “why”, que também significa “por que”). Entretanto, mais do que uma característica da idade – a geração Y é aquela das pessoas nascidas entre os anos 70 e 90 – questionar é uma característica do comportamento, que pode se aplicar também a pessoas de outras idades”, comenta Alfredo Castro, diretor-sócio da MOT.

 

A chegada de profissionais questionadores ao mercado de trabalho muda completamente o panorama corporativo. “Hoje, as inquietações são compartilhadas, as informações são questionadas na hora, porque o acesso à internet é rápido e prático”, afirma Castro. Por isso, a noção de hierarquia é posta em xeque, o que exige que os líderes sejam mais flexíveis e tenham maior capacidade de diálogo. “Os questionamentos levam as empresas a reverem suas posições e a crescer”, acredita o consultor.

 

Para ele, esses novos profissionais questionadores fazem com que mude a percepção do que é poder. “A geração X lutava com a geração baby boomer, queria superá-la, mas a usava como modelo. Hoje, a questão para a geração Y é o poder de não se enraizar, de manter sua própria liberdade. O conflito é por meio de ideias”, sintetiza. Além disso, para lidar com essa nova geração de profissionais, os mais experientes precisam se atualizar e a melhor maneira de fazer isso é observando e aprendendo com os mais novos, como avalia o consultor. Por outro lado, o desafio é mostrar aos jovens profissionais a importância de entender e compreender ritos, símbolos e mitos que constituem uma empresa. Com isso, a convivência entre as diferentes gerações torna-se construtiva e todos podem ganhar com ela.