Gestão inteligente de mudanças

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Autora: Martha Villela

 

Num momento de gestão de mudanças mais profundas é importante estar consciente de alguns pontos elementares, como:

 

– A velocidade, que na maioria das vezes nos impede de encontrar o momento mais adequado e sim a forma mais adequada para mudar no período definido;

 

– Essa mesma velocidade nos distancia do presente e do passado e nos aproxima do futuro;

 

– Assimilar que mudança acontece em forma de aspiral; jamais igual, mas continuamente.

 

Repensar toda empresa ou área para que de forma racional possa rever e redesenhar os processos com o objetivo de atingir resultados com padrão de qualidade, produtividade e competitividade definidos pela alta administração. Esse processo todo permeia campos muito além de resultados numéricos, ele atinge a “emoção, o coração” das empresas, atinge as pessoas, introduzindo novas formas de trabalho, novas exigências e padrões.


Podemos então pensar em quatro pilares elementares: reengenharia – diagnosticamos e redesenhamos o negócio, onde percebemos a empresa não pelos departamentos, mas pelos processos; benchmarking – identificamos em que pontos mais críticos podemos usar esse atalho rumo a excelência, baseado nas melhores práticas de empresas líderes; qualidade total – asseguramos que o foco e a redefinição executada a partir das novas metas na qualidade de processos, pessoas, serviços e produtos sejam estabelecidas; e custos – manutenção do menor custo possível para viabilizar uma boa mudança.


1. Para implementar as ações é necessário:


– Ambição – Os objetivos devem ser drásticos e altos;


– Orientação – O foco está no processo do negócio e não nas fases da organização;


– Quebrar regras – Rever e identificar fundamentos assumidos até aqui como corretos;


– Tecnologia da Informação – Viabilizador essencial das mudanças, estruturamos modelos de gerenciamento da informação;


– Preparar as pessoas – Envolvimento das pessoas, por meio de investimentos, treinamento, educação, reconhecimento, comprometimento e motivação, para que possam assimilar a mudança como fator positivo.


2. Fazer benchmarking, significa possuir clareza e objetividade, para:

 

– Identificar os processos essenciais;


– Identificar as melhores práticas de empresas líderes;


– Fazer mapeamento base em informações quantitativas;


– Comparar nossos processos internos com as melhores práticas;


– Copiar apenas aquilo que merece ser copiado, ou seja, os pontos significativos para empresa, tendo como referencia a melhor empresa naquele segmento específico, independente de ser concorrente;


– Implementar;


– Medir Resultados.


3. Onde entra a qualidade?


É a ferramenta essencial para melhoria contínua, envolvendo funcionários, fornecedores e principalmente clientes. Sua responsabilidade é redesenhar, reorientar e proceder a mudança, objetivando resultados com qualidade e o compromisso de todos com o cliente. São as quatro vozes da qualidade:


A voz do cliente – São os seus desejos e expectativas com relação à empresa;


A voz do fornecedor – Como se relaciona com a empresa e como pode contribuir;


A voz da Organização – Como a empresa está preparada para mudança;


A voz das pessoas São elas que vão fazer as mudanças acontecerem;


4. Custos baixos


É a ferramenta que mede com maior precisão os custos de forma a racionalizá-los sem afetar o funcionamento, resultados durante o processo e a qualidade dos serviços e produtos da empresa durante e após a mudança.


O gerenciamento de mudanças atua no todo da empresa onde as quatro ferramentas elementares devem interagir, atuando combinadas entre si e principalmente combinadas com a atenção primeira e essencial à preparação do capital humano para que possam produzir as mudanças esperadas de forma confortável, segura e, acima de tudo, com o coração.


Martha Villela é consultora de marketing, com ênfase em gestão de mudanças. ([email protected])