Líder faz diferença no comprometimento

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Oferecer boas condições de trabalho e um salário adequado é importante, porém não basta para conquistar o comprometimento dos colaboradores. “Você não torna as pessoas comprometidas apenas oferecendo os fatores higiênicos. Caso isso fosse verdade, todo o serviço público seria composto por pessoas altamente comprometidas”, comenta Edison Andrades, palestrante e sócio da Reciclare Treinamentos. Ele explica que as empresas motivam as pessoas a se comprometerem por meio dos gestores.

 

Elas precisam de um mentoring em suas carreiras, segundo Andrades. “Dois fatores levam um profissional a se descomprometer de suas tarefas: 1) falta de referência; 2) falta de inspiração. Ambos são regidas por líderes!”, acrescenta. Em entrevista exclusiva ao portal Callcenter.inf.br, o especialista pontua como manter o comprometimento e dá a lição de como lidar no caso do colaborador não vestir a camisa da empresa.

 

Quais são as melhores estratégias para manter o colaborador comprometido?
Boas estratégias vêm de boas gestões. Portanto não indicaria estratégias, mas gestão. Pessoas erradas em lugares certos você quebra uma empresa, mas pessoas certas em lugares errados quebramos a carreira do profissional. Quando uma carreira é prejudicada, o profissional, por vezes, dá a volta por cima em outras organizações. Já uma empresa falida dificilmente se ergue. Ambos os fatores dependem de gestão. Precisamos de líderes que se preocupem em adequar as pessoas nas posições as quais elas se realizarão e produzirão bons frutos. Semelhante ao que um técnico esportivo realiza.

 

De que maneira esse líder influencia?

De todas as maneiras. Você não torna as pessoas comprometidas apenas oferecendo os fatores higiênicos. Caso isso fosse verdade, todo o serviço público seria composto por pessoas altamente comprometidas. Motivamos as pessoas a se comprometerem com a empresa por meio dos gestores. As pessoas precisam de um verdadeiro mentoring em suas carreiras. Dois fatores levam um profissional a se descomprometer de suas tarefas: 1) falta de referência; 2) falta de inspiração. Ambos são regidas por líderes!

 

E como avaliar o comprometimento do colaborador?

Algumas empresas disparam ferramentas de avaliação e pesquisa de clima, mas, embora pareça arqueologia da administração, a conversa “ao pé do ouvido” ainda é a melhor forma de se avaliar as pessoas. Ferramentas de avaliação mensuram estatisticamente os grupos de descontentamento, segmentando-os. Isso também é válido, porém é no cafezinho que as revelações aparecem. Converse mais com sua turma.

 

Quais indicadores demonstram a falta de compromisso com a empresa?

O nível de comprometimento está ligado ao nível de produtividade exercido pelo colaborador. Mas não podemos confundir nível de produtividade com índice de resultados alcançados por esse mesmo colaborador, pois resultados dependem de uma série de outros fatores que, por vezes, não depende somente daquele colaborador.

 

Como agir no caso do funcionário não demonstrar comprometimento?

Já dizia Elton Maio (1932): “o nível de produção é resultante da integração social.” Toda empresa tem a opção de não querer alguém descomprometido. E isso é um direito dela. Mas caso opte por investir nas pessoas, precisa descobrir a causa do problema. Na sequência, integrar o colaborador com outros setores e metas. Na maioria dos casos, falta, nos colaboradores, participar do dia a dia organizacional. Isso faz nascer o sentimento de pertencer. O comprometimento vem de carona.