Liderança, uma competência valiosa

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Um currículo sólido é sem dúvida uma boa base para um processo seletivo de novo emprego. Mas o que é que as empresas buscam e consideram um fator crucial na escolha de um profissional para uma vaga em aberto? Esta pergunta foi formulada pela Persona Consultoria, de São Paulo, a seu mailing de empresas para verificar o que é efetivamente valorizado no processo de novos executivos. Das respostas, 43% apontaram a capacidade de liderar como ponto fundamental para escolher entre dois ou mais candidatos com igual desenho profissional. Em segundo lugar (21%) a capacidade de ser flexível e aceitar as mudanças frequentes.

Essas respostas, segundo o coordenador da pesquisa, psicólogo e consultor Rogerio Martins, são explicadas ao se analisar o que as empresas buscam na atualidade. “O profissional que pode se tornar líder terá que, mais do que ser um exemplo, estimular os outros da equipe a pensar maior, inovar, trazer soluções e focar na melhoria contínua, pontos que hoje são decisivos na estrutura corporativa”, explica Martins.

A capacidade de ser líder engloba também aspectos vistos na competência pedida em segundo lugar – a flexibilidade à mudanças – que é estar pronto para mudanças constantes. “O líder sabe que cada dia será uma nova oportunidade, e que por vezes ameaças podem trazer formas inovadoras de ser bem sucedido em negociações, em desenvolvimento e percepção do negócio”, diz Rogerio.

“Costumo dizer que conhecimento é adquirível, aprende-se e desenvolve. Atitude e personalidade são atributos da pessoa, que pode desenvolver a qualquer momento, se a pessoa quiser. Se o profissional desconhece algum aspecto técnico, pode aprender e aplicar no seu dia-a-dia, mas a atitude, a vontade, a garra e motivação – atributos de líderes – fazem a diferença num processo seletivo pois são competências que o mercado busca e quer em seu capital humano”, afirma o consultor.