Na expectativa para a Copa

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Apesar de vários setores já terem começado a trabalhar ações para a Copa do Mundo no Brasil, o setor de call center ainda não sentiu essa movimentação. De acordo com o diretor de vendas BPO da Algar Tecnologia, José Eduardo Ribeiro Lima, a demanda por operações bilíngue ainda não foi observada. Ele conta que quando houve a definição que a Copa seria no País, muitas conversas e expectativas foram geradas, porém ainda não estamos percebida muita movimentação nesse sentido. “Acredito que isso deve entrar no planejamento das empresas para 2014. Então, devemos ter alguma movimentação no 1º trimestre do próximo ano”, pontua. Em entrevista exclusiva ao portal Callcenter.inf.br, Lima fala mais sobre os preparativos da empresa para a Copa e os impactos que ela deve gerar no setor.

 

Callcenter.inf.br – O mercado já está demandando operadores bilíngues para a Copa?

Lima: Ainda não temos observado esta demanda. Quando houve a definição que a Copa seria no Brasil, muitas conversas e expectativas foram geradas, mas por enquanto não estamos percebendo muita movimentação neste sentido. Acredito que isso deve entrar no planejamento das empresas para 2014. Então, devemos ter alguma movimentação no 1º trimestre do próximo ano.

 

De que forma vocês estão se preparando para isso?

A Algar Tecnologia foi uma das pioneiras no Brasil em prestar serviços para clientes em outros países, com operação offshore, tanto em inglês quanto espanhol, além de outras línguas. Com o aumento dos custos no Brasil e apreciação do Real frente ao Dólar, a demanda arrefeceu um pouco. No entanto, sempre estivemos e estamos prontos para atender essas eventuais demandas que surgirem. Atualmente, ainda temos operações internacionais e isso faz parte da nossa rotina.

 

Hoje, quanto da operação é bilíngue? Com a Copa, esse número deve aumentar?

Cerca de menos de 1%, em função do que mencionamos acima. Já chegamos a ter volumes maiores, o que não acontece atualmente. Também não imaginamos que a demanda será muito grande de forma a mudar radicalmente as estruturas de operações, já que no Brasil o setor é muito maduro, tem muita demanda e as operações para o mercado doméstico são grandiosas. Teria que ser uma demanda muito grande para aumentar o percentual de participação de operações bilíngues.

 

A Copa deve impactar o setor?

Deve impactar, mas, é um evento temporário, e como o setor no Brasil é muito forte e com crescimento consistente nos últimos anos, não imaginamos que irá ser suficiente para impactar muito em termos de tamanho. Indiretamente pode acontecer, pois uma variação positiva no PIB tende a impactar mais do que eventos temporários como esse.

 

Há expectativas de novos negócios por conta do evento esportivo?

A Algar Tecnologia iniciou algumas conversas com clientes, porém a demanda deve vir mais forte no começo do próximo ano.

 

E como o setor pode aproveitar a realização da Copa no Brasil?

Considero que as empresas precisam pensar e planejar um pouco mais em relação as suas estratégias e ações para lidar com esse fluxo de turismo e movimentação de negócios nesses eventos. A Copa das Confederações neste ano pode estimular a pensarem mais fortemente nisso. E, as empresas que saírem na frente podem ter uma melhoria de imagem perante os stakeholders muito grande: que tipo de serviço podem oferecer? Como aproveitar essa oportunidade para alavancar vendas em função de um serviço diferenciado ao turista estrangeiro? Como alinhar os serviços de atendimento/relacionamento em todos os canais, em especial as mídias sociais?