O jogo virou!

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No último 08 de março, comemorou-se mais um Dia Internacional da Mulher. E como em outros anos, sempre há a discussão entre comemorar ou não a data para algo que já é de direito das mulheres. Porém, como coloca o diretor de comunicação e relações externas da Almaviva do Brasil, Luis Alcubierre, mais do que celebrar o dia, “é uma forma de comemorar as conquistas que elas adquiriram ao longo do tempo em meio a tantas dificuldades”. Levada pela busca por independência, a mulher foi em busca do seu espaço no mercado de trabalho e, hoje, já são maioria em algumas atividades, como na de contact center. Em média, elas respondem por 75% do quadro de funcionários das empresas do setor.
Na Tel, por exemplo, são oito mil funcionárias, o que representa quase 70% do total dos colaboradores. Com jornada reduzida e flexibilidade de horários, elas encontraram no setor a oportunidade de conciliar o trabalho com alguma outra atividade, seja voluntariado, estudos, ou mesmo as atividades do lar. É o caso da operadora Aline Teixeira Barbosa, que escolheu atuar na área pela possibilidade de trabalhar em outras atividades, em função da carga horária reduzida. “Assim como eu, muitas colegas são casadas, têm filhos e contam com essa flexibilidade de horário”, conta a operadora, acrescentando que pretende seguir no setor. “Pretendo me especializar em RH e assumir um dos postos de trabalho dessa área na Tel. Como segunda opção, quero trabalhar na Qualidade, especificamente com ações motivacionais.”
Do outro lado, a diretora executiva jurídico e compliance da Contax, Cristiane Cé, destaca o fato de que, como as mulheres tendem a permanecer mais tempo na função, a bagagem e a maturidade para o atendimento ao cliente se tornam o diferencial. A própria Contax valoriza e reforça o crescimento profissional da mulher. Resultado disso é que cerca de 58% dos cargos de liderança na companhia hoje são ocupados por elas. A diretora de operações da Tel, Maria Leiro, acrescenta ainda que as mulheres são mais detalhistas no atendimento prestado ao cliente final. “Elas têm delicadeza e simpatia na voz e apresentam mais paciência em casos críticos, a exemplo do atendimento em que o cliente esteja insatisfeito e precise de retratação.” De acordo com Maria, elas conduzem o atendimento com formalidade, mas não são tão pragmáticas como os homens.
CONQUISTA
Segundo dados divulgados pelo IBGE no Censo Demográfico, cerca de 37,3% das brasileiras já são responsáveis pelo sustento de suas famílias. Elas estão assumindo esse papel com firmeza, além de estudar e cuidar de filhos e a família inteira, servindo inclusive de inspiração para outras mulheres como no caso de Marilda de Souza Moura, de 20 anos. A operadora da Vikstar cresceu vendo a mãe trabalhar. “Desde pequena ela me ensinou a conquistar meu próprio dinheiro e ser independente por isso, não tive tanta dificuldade como as mulheres lá de trás”, comenta.
A diretora de operações da Tel comenta que todo esse avanço das mulheres é resultado da sensibilidade que possuem, fazendo com que desenvolvam habilidades diferenciadas inerentes à sua natureza. “Nesse sentido, a mulher, gradativamente, tem conseguido sair do anonimato para assumir a função profissional como protagonista. Ela executa com maestria as suas atividades, revelando habilidades próprias para a ocupação, embora ainda busque a equiparação salarial.” Compartilhando da mesma opinião, Alice Farias da Silva, atendente Junior da Contax, comenta que, com o feminismo, as mulheres conseguiram ganhar espaço e mostrar que podem ser tão boas quanto os homens.
Na mesma linha, Aline Teixeira Barbosa, da Tel, vê como positivo o fato da mulher vir atuando em áreas antes impossíveis. “A posição da mulher no mercado de trabalho alavancou. Antigamente, era mais difícil a profissional ocupar determinados postos de trabalho e, se alcançasse a função tão sonhada, assumiria com o salário reduzido. Esses desafios são parte de uma importante evolução desse cenário.” Por isso, um desejo dela é a perseverança de todas as mulheres na busca dos ideais, a exemplo da equiparação salarial, cordialidade nas relações interpessoais e valorização como ser humano e não apenas como gênero feminino. Junto à isso, Alcubierre pontua que o ideal seria que um dia não fosse preciso chamar a atenção para uma data como esta e que as mulheres e os homens fossem vistos sob a mesma ótica do ponto de vista dos direitos e deveres.
E para você, a mulher já conquistou o seu espaço no mercado de trabalho? Dê a sua opinião na enquete do portal Callcenter.inf.br.

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