O novo profissional de RH

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A recente onda de aumento do emprego no Brasil não foi o suficiente para cobrir a demanda das empresas. Nesse contexto entra o profissional de recursos humanos, que devido ao crescimento verificado na procura por profissionais nos últimos anos teve que se adequar a um novo perfil para atender os requisitos das companhias. Essa é a análise do Guia Salarial 2013 elaborado pela Hays em parceria com o Insper.
Além de recrutar, reter e desenvolver colaboradores, hoje o profissional de RH precisa ter pensamento estratégico para ajudar a conquistar metas estabelecidas pela empresa e desenvolver profissionalmente os colaboradores. Para isso, junto de sua formação, é fundamental o conhecimento na área de negócios e domínio de pelo menos uma língua estrangeira. Com essa evolução, o setor de RH ganhou um novo personagem, o business partner – profissional de recursos humanos que transita entre as áreas de negócios e os subsistemas de RH. Sua função é participar das tomadas de decisões e estratégias das áreas de negócios que estão sob sua responsabilidade.
A maior demanda das empresas é por perfis com experiência em estruturas regionais, reportes internacionais e pleno domínio do idioma inglês, considerado um dos principais gargalos da área, pois ainda é muito difícil encontrar profissionais fluentes em outra língua, especialmente pessoas fora do eixo Rio – São Paulo. “Mesmo com tantos perfis disponíveis, são poucos os preparadas para atuar no mercado de trabalho. Há uma grande escassez de mão de obra nos centros urbanos das regiões Sul/Sudeste, mas principalmente nas áreas mais afastadas, como Norte/Nordeste e Centro-Oeste. Dessa forma, o profissional de RH deve ter uma boa estratégia para recrutar colaboradores com todos os requisitos demandados pelas empresas”, aponta Natasha Patel, gerente da área de expertise Hays Human Resources em São Paulo.
Diante da escassez de especialistas em importantes posições, as empresas recompensam as melhores estratégias de recrutamento com variações ascendentes em suas remunerações, por vezes com ganhos reais acima da inflação. “É o caso das posições de liderança, especialmente nas áreas de desenvolvimento organizacional, remuneração, benefícios e treinamento”, explica Natasha.