Os otimistas apostam em crescimento maior que a média

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O setor deve manter o ritmo de crescimento no ano que vem. Ao menos é o que podemos aferir dos levantamentos que fizemos com empresários do setor. O próprio Oscar Teixeira, presidente do Sintelmark, é enfático ao afirmar que a atividade, exclusivamente de outsourcing de atendimento a clientes, deve crescer 35% no próximo ano.

Essa pode ser considerada uma boa média – aliás, a que vem se mantendo nos últimos cinco anos, de acordo com os levantamentos da ABT. O aumento de postos de trabalho deve ficar em torno de 30%, na opinião de Oscar.

O relevante é que os executivos apostam neste número como média de crescimento. Muitos dos executivos entrevistados neste balanço de final de ano, que estamos fazendo, falam em duplicar suas operações. Dividindo os otimistas dos cautelosos, duplicar operações pode até ser difícil, quando a média é os 35%, mas em um segmento onde existe muito espaço para crescer não há que se duvidar desta hipótese.

É só lembrar que apenas uma média de 5% do atendimento a clientes é terceirizada no Brasil, contra uma média que chega a 10, 12%, nos EUA. Só aí existe espaço para as empresas de outsourcing duplicar seu espaço, número de posições de atendimento, faturamento e funcionários. Se a média de posições terceirizadas está entre 30.000 e 35.000, imagine o espaço!

Isso sem contar o esforço das empresas setoriais em demonstrar o aumento da profissionalização, de tecnologia, para ganhar confiança dos terceirizadores e ampliar ainda mais este espaço. Talvez esteja aí o segredo de quem fala em crescer mais de 35%. Ou, na pior das hipóteses, são os empresários que fazem parte do clube dos otimistas que apostam na ampliação para absorver a demanda maior que a planejada. Afinal, têm que justificar os investimentos planejados e muitos, hoje, já possuem investidores.

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