Por que o ser humano resiste a mudanças?

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Normalmente sentimos mais segurança em ambientes estáveis, com regras bem definidas, rotina bem estruturada, sem nenhuma surpresa ou variação. Situações em que detemos o controle, sem sombra de dúvidas, nos deixam mais confortáveis. Mas em pleno século XXI, isso é uma utopia. O avanço tecnológico prossegue a passos largos e temos que estar sempre inovando, buscando, conhecendo novidades que aparecem no mercado. Um exemplo clássico é a evolução do uso do computador. Para quem nasceu na década de 70, esse equipamento era algo de filme futurista. Hoje ninguém, nem menos as crianças, se imaginam sem os benefícios da Internet.


Segundo Charles Darwin, que evidenciou o papel da seleção natural no mecanismo da evolução, mudar é preciso e necessário. Darwin partiu da observação de que, dentro de uma espécie, os indivíduos diferem uns dos outros. Há, portanto, na luta pela existência, uma competição entre indivíduos de capacidades diversas. Os mais bem adaptados são os que sobrevivem.


Trazendo esse conceito à vida corporativa, o que significa ser bem adaptado? Neste caso existem dois aspectos. Um deles é o caso do profissional que está atualizado com as novidades de mercado, principalmente no que impacta diretamente sua carreira. O outro é o caso do funcionário que amplia a visão, busca inovação, melhorias nos processos e novidades competitivas para a organização onde trabalha.


E quando é a organização que propõe a mudança? Liberdade de expressão e opinião é algo inquestionável, mas antes de assumir uma posição defensiva ao processo de mudança, procure ter embasamento real para a resistência. Estude o objeto de mudança em questão. Veja o que ele trará de benefícios para a empresa como um todo e não apenas o que essa mudança irá afetar sua rotina de trabalho.


Outra dica é analisar a experiência da empresa que está te propondo a mudança e como o mercado está reagindo ao produto ou serviço em questão, ou seja, verifique se outras empresas estão adotando essa mudança e o que dizem os especialistas. O ideal é que seja analisado o cenário antes da mudança proposta e como ficará após ser implantada.


Na prática, o ideal é que o novo não seja criticado sem base, sem argumentação. Aproveite a situação para aprender mais sobre um produto ou serviço novo no mercado e para participar ativamente no processo de mudança. Isso certamente irá lhe trazer experiência profissional. Sinta-se parte integrante e descubra seu valor nesse cenário.


Em todo novo processo, é preciso que a mudança seja vista como um crescimento profissional e mais um desafio a ser superado em sua carreira. O nosso ponto de vista diante de uma mudança determina o sucesso ou fracasso de um projeto, o nível de stress individual e coletivo que teremos, além de vários outros fatores que podem transformar nossa rotina de trabalho e dos colegas em algo prazeroso ou insuportável. Cabe a nós decidirmos.


Sandra Sasaki é gerente de marketing da IFS.