Por trás das vitórias

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Artigo: Ana Paula de Toledo

 

Para ser um vencedor é preciso algumas coisas, mas há um grande diferencial, que vai além do preparo, conhecimento, boas técnicas ou treinamento intensivo. É preciso ter algo simples, que se não for nato pode ser buscado, basta ter vontade e capacidade de reconhecimento da necessidade de encontrar esse elemento: Trata-se do espírito de vencedor.

 

Quem tem espírito de vencedor sempre acredita, em si mesmo, que é possível, que é capaz, mesmo que ninguém mais acredite, quem tem esse espírito não desiste. Não desiste de lutar, de treinar, de testar fórmulas diferentes até que o resultado, a vitória, seja alcançado.

 

Se essa conquista depende também de outras pessoas, o vencedor acredita nelas, na capacidade, não desiste delas, mesmo quando essas já tenham desistido de si mesmas. Ele luta, trabalha, usa sua criatividade para remontar o grupo para que juntos conquistem o 1º lugar, somente o 1º lugar.

 

O vencedor não se deixa abater pelas dificuldades, ele sabe que elas existem, ele não é um sonhador. Mas ainda assim prefere o doce sabor da vitória porque sabe que esse supera todas as dores e lágrimas acumuladas até aquele momento. Ser vencedor não é fácil, por isso ter esse espírito é tão importante.

 

Ninguém vê quantas vezes o atleta treinou, quantos quilômetros foram corridos do nada para lugar nenhum, quanto os pés da bailarina sangraram, quantas vezes a ginasta chorou com suas câimbras. Ninguém vê ou lembra, somente o vencedor e é exatamente isso que torna o momento da vitória mágico, um filme passa na cabeça e os aplausos, os sorrisos e agradecimentos faz tudo valer a pena.

 

O espírito de vencedor é muito mais nato do que se imagina, quem se esquece da noite da formatura? Quando nos lembramos das noites passadas em claro para concluir aquele trabalho, a alegria que sentimos quando passamos naquela entrevista de emprego? E quando conquistamos aquela pessoa que era a mais bonita, mais legal e tudo de bom da turma? Mas o que acontece na maioria das vezes, é que nos esquecemos desse sentimento e acabamos deixando o espírito de vencedor dormindo preguiçoso dentro de nós, esquecemos de como é bom lutar, passamos a dar importância para os pequenos obstáculos, não acreditamos, desistimos das pessoas e por fim de nós mesmos. Nos entregamos aos ostracismos e à marola da vida que só deveria ser permitida depois dos 90, 95 anos, talvez.

 

Ser vencedor dá trabalho sim, mas não podemos esquecer como é bom quando somos. O atleta não ganha sempre, a professora não acerta sempre, os pais também erram, mas eles sempre serão lembrados pelo espírito que tem, pelos vencedores que são.

 

Ana Paula de Toledo é coordenadora de atendimento ao cliente da Claro.