Programas diferenciados retém talentos

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A maioria das empresas tem dificuldades para encontrar e reter talentos, independentemente de seu porte ou ramo de atividade. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), 31,3% dos profissionais de RH consultados afirmaram não saber o que fazer para segurar seus funcionários. Apenas uma boa remuneração mensal já não é o grande atrativo. Os profissionais buscam ambientes agradáveis, motivadores e que ofereçam possibilidade de crescimento. Ou seja, agora o salário tem que estar vinculado a um plano de carreira.
A Sertrading acredita que os bons profissionais permanecem nas empresas nas quais conseguem ver seus projetos virarem realidade. “As companhias precisam criar condições para os colaboradores enxergarem a importância de seu papel na estrutura da organização e se sentirem valorizados por isso”, diz Alfredo de Goeye, Presidente da Sertrading.
Para reter seus os talentos, a Sertrading criou em setembro o Recrutamento Interno, um programa de RH que possibilita aos colaboradores a candidatura de vagas internas e, assim, vislumbrarem um crescimento dentro da própria organização. “O objetivo é expor aos funcionários um plano de carreira e as oportunidades internas”, afirma o executivo. Outra política adotada pela companhia é a da meritocracia. Todo final de ano há uma avaliação de performance 360°, na qual os colaboradores com bons desempenhos são promovidos. A empresa também oferece o programa Bolsa Compartilhada para Graduação e para Idioma.
As companhias precisam estar atentas ao mercado, já que os profissionais são muito assediados pela concorrência. Os benefícios convencionais, como vale-refeição e assistência médica, já não são mais suficientes. É preciso estar o tempo todo inovando, criando ações e ferramentas que motivem os colaboradores. “No nosso caso, como o mercado de trading é pequeno o assédio é ainda maior. Oferecer uma remuneração maior é uma ação que tem efeito de curto prazo para o funcionário, por isso a criação destas políticas são necessárias”, conclui Alfredo de Goeye.