Reinventando mercados

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Autor: Jorge Abel Peres Brazil



Em um cenário de negócios globalmente competitivo e conectado, traçar estratégias inovadoras e buscar novas perspectivas de atuação são decisões imprescindíveis para a sobrevivência e, claro, para o sucesso das operações.


Dois mercados em especial vivenciam atualmente um momento muito particular de expansão: são os segmentos de finanças e seguros. Somente a vertical de seguros registrou em 2010 um crescimento de 17,6%, alcançando um faturamento de R$ 90 bilhões. Para este ano, a expectativa é de uma expansão de 13%.


A tecnologia BPO (Business Process Outsourcing) se apresenta a este nicho como uma possibilidade competitiva, um diferencial para que empresas destes setores consigam consolidar suas operações. Isso porque, ao contrário de outros modelos de terceirização de serviços, com a adoção do BPO as companhias ganham maior eficiência em processos mais completos de sua cadeia de negócios.


Ao contar com um parceiro que atua como extensão de suas operações, as empresas de finanças e seguros desfrutam de uma segurança estratégica, que as permitem direcionar esforços para outras áreas, sejam elas mais frágeis ou estejam em ascensão.


Em outras palavras, o BPO está reinventando movimentações de mercados. Ainda assim, há a necessidade de uma mudança cultural por parte da iniciativa privada no Brasil para a definitiva consolidação deste que é um eficiente modelo de negócios.


Historicamente,o segmento de finanças comporta-se  como um mercado mais arrojado e receptivo ao BPO. Ainda assim, há um enorme distanciamento entre a visibilidade alcançada pelo BPO no país e em mercados externos, como o europeu. 


Já a vertical de seguros começa a dar os primeiros passos em direção a este modelo de outsorcing, inicialmente com atividades de front end. Com um grande potencial de evolução e uma concorrência duríssima, as companhias Seguradoras buscam no BPO uma ferramenta de estratégia competitiva. A empreitada já tem dado sinais de sucesso, mas se faz necessário maior ousadia das empresas de médio e pequeno porte para terceirizar também atividades de back office.


Seja qual for o segmento de atuação, uma coisa, porém, é certa: o BPO não é o único responsável pelo sucesso de uma empresa. Para conseguir uma posição de destaque em um universo de tanta disputa é preciso ir a fundo e buscar uma pré-disposição para continuar crescendo.



Jorge Abel Peres Brazil é presidente da Veganet