Retenção, com engajamento

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Empresas prestadoras de serviço necessitam, e muito, que os colaboradores se sintam motivados e comprometidos a melhorar os resultados da empresa e, consequentemente, atender bem as demandas dos clientes. Acrescentando a isso, o fato de que os profissionais querem acima de tudo oportunidades de crescimento, a meritocracia surge como uma importante ferramenta de gestão de pessoas. “Não é que o salário não seja importante, mas, ao se atingir um patamar de salário, ter oportunidades concretas de crescimento e um chefe meritocrático torna-se mais importante para a maioria dos profissionais e, dessa maneira, auxilia a empresa a reter seus melhores talentos”, comenta Eduardo Ferraz, consultor em gestão de pessoas.
No entanto, ele deixa claro que existem cinco fatores motivacionais/recompensas (dinheiro, segurança, aprendizado, aprovação social e autorrealização) e que cada indivíduo pensa, age e se motiva de diferentes maneiras, estando sua produtividade diretamente ligada a estes motivadores. “Identificar a ´equação motivadora´ ´de cada funcionário e, se possível, atende-Ia é fundamental para garantir um ambiente corporativo mais produtivo e com alta taxa de retenção de talentos”, frisa Ferraz.
O importante é dar oportunidades para que os funcionários desenvolvam ao máximo o potencial e estimular a meritocracia, ou seja, dar aos profissionais com melhor desempenho um estímulo diferenciado. E isso deve valer para todos os departamentos. “Todos os colaboradores deveriam ter a oportunidade de se destacar e, portanto, ser recompensado por ser desempenho.”
CUIDADOS
Claro que é necessário ter alguns cuidados para que o programa de meritocracia não dê errado. Um ponto fundamental é ter regras e metas claras. Quanto mais claras e quantitativas forem as metas melhor será o desempenho, segundo o consultor. Ele explica que o risco de um programa malfeito é estimular a com¬petição entre equipes. Dá-se uma mis¬são e a equipe com maior destaque é a única a receber o prêmio. Essa estratégia serve para re¬sultados apenas de curto prazo, mas pode pre¬judicar a empresa mais adiante, já que cria atritos e conflitos desnecessários. “Nos bons projetos, todos precisam ter oportunidades para se beneficiar. As pessoas só devem ganhar se as metas globais da empresa forem atingidas. Isso gera uma competição do bem. Nessas horas, um setor incentiva o outro a trabalhar com mais eficiência para cumprir seus prazos e objetivos”, finaliza.