Somem as filas, entram os telefones

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Sem filas, roubos ou ação de cambistas, os 23.100 ingressos para o Carnaval 2007 do Rio de Janeiro foram vendidos, por telefone, em 50 minutos do dia 20 de dezembro. Bastava digitar o CPF, escolher o setor e pagar a compra em uma agência do Bradesco pré-determinada. Essa era a cota para moradores do Rio. Para o restante do país, os 6.800 ingressos restantes foram vendidos em dois dias, também por atendimento telefônico.

“O desafio era garantir a transparência da ação, a acessibilidade de todos os consumidores, inclusive aos que trabalham ou moram fora do Rio e não podem passar dias na fila, e a segurança nas vendas”, aponta Elias Monteiro, diretor da EBN, empresa de callcenter responsável pela operação de vendas do Carnaval desde 2003. Uma conexão direta com o Serasa faz a checagem imediata dos CPFs dos compradores, para evitar fraudes, compras duplicadas e cambistas. E caso o pagamento em banco não seja efetuado no prazo estipulado, o ingresso volta a ficar disponível para outros interessados.

Para a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), a tendência é que a venda de entradas para grandes eventos migre para o telefone. É o caso, por exemplo, das vendas de ingressos para jogos de futebol. “As empresas de callcenter têm estrutura para receber a demanda concentrada de ligações e para efetuar as vendas com idoneidade e segurança, com vantagens para o consumidor e para os organizadores do evento”, aponta Topázio Silveira Neto, presidente da ABT. Segundo a associação, o setor de callcenter emprega 675 mil pessoas no país.

Iniciativa semelhante foi feita para o show da banda U2 no Brasil, em fevereiro de 2006. Depois da confusão nos postos de venda para o primeiro dia de show, os 55 mil ingressos para o segundo dia foram vendidos em 8h30, por telefone, em uma operação montada pela empresa de callcenter Contax. A iniciativa rendeu à empresa o Prêmio ABT 2006 – Melhores Práticas em Telesserviços na categoria Operação de Relacionamento em Call Center Receptivo.