Teleatendimento: complemento e alternativa

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De casa para o trabalho, do trabalho para casa. Em alguns centros urbanos brasileiros, o trabalhador chega a demorar até três horas nesse trajeto. E é para fugir dessa combinação de cansaço e estresse que muitos profissionais estão optando pelo teletrabalho remoto, onde o call center funciona na própria residência. A grande maioria (95%) dos teleatendentes da Home Agent, empresa que oferece este formato de trabalho, é constituída por mulheres, sendo que 73% possuem um ou mais filhos. Quase a metade desse pessoal tem mais de 32 anos, que seria a faixa média de idade, segundo a pesquisa.

 

“Este é um tipo de negócio que permite à mulher que tem um filho ser inserida novamente no mercado de trabalho. E há muitas mães recentes que não abrem mão de ter mais tempo para ficar com o bebê. Até as gestantes são adeptas dessa modalidade de trabalho, assim como mulheres que precisam ajudar na renda da família”, explica Celeste Boucinhas, sócia diretora da Home Agent.

 

O levantamento aponta ainda que 52% dos operadores são casados ou estão em uma união estável, e que 47% são solteiros. A maioria dos funcionários tem idade na faixa dos 32 anos, enquanto 29% possuem mais de 36 anos. Os que têm ensino médio completo são 46% do total. Outros 19% possuem o curso superior completo ou estão cursando faculdade. Cerca de 54% dos agentes estão no projeto há mais de três meses. Entre as regiões de São Paulo e no Rio de Janeiro em que o projeto contempla, o alcance total foi de 16 cidades.

 

“A facilidade de levantar da cama, digitar uma senha para se conectar no nosso sistema e já começar a trabalhar por si só já seria uma grande vantagem. Significa aumento da qualidade de vida e da produtividade do trabalhador que não vai perder horas no trânsito. Mas, como o trabalho é realizado em apenas seis horas, seu poder de atração se torna ainda maior”, complementa Tiago Vianna Martins, diretor geral da Home Agent.