Telemarketing e franquias são opções de primeiro emprego

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 ABT (Associação Brasileira de Telemarketing) estima que o setor empregou, em 2002, 360 mil pessoas que nunca haviam trabalhado antes, ou seja, 80% dos 450 mil trabalhadores do setor. Para 2003, a ABT estima um crescimento de 20%, o que deve gerar 90 mil novas vagas. Destas, 72 mil serão ocupadas por jovens que nunca tiveram outra ocupação.


A Softway Contact Center, por exemplo – uma das dez maiores empresas do país no setor de telemarketing – vai abrir em 2003 cerca de mil vagas em São Paulo, Jundiaí (SP) e Florianópolis (SC). “Pelo menos 80% dessas novas vagas serão ocupadas por jovens em busca de seu primeiro emprego. Inserir o jovem no mercado de trabalho e capacitá-lo para isso faz parte de nossa filosofia. Em nossa empresa, em seu primeiro ano, o profissional recebe pelo menos 120 horas de treinamentos em sala de aula”, afirma Alessandro Goulart, diretor da Softway.


Outra porta para o mundo do trabalho são as cooperativas. Na CTI (Cooperativa de Trabalho em Tecnologia da Informação), de São Paulo, com mais de 5.000 associados, cerca de 21% são jovens com menos de 25 anos. E em torno de 9% conseguiram sua primeira colocação através da cooperativa.


Já a ABF (Associação Brasileira de Franchising) informa que o sistema de franquias gera 350 mil empregos diretos. O crescimento previsto para 2003 é de 10%. Na maioria dos casos, as unidades franqueadas vêem nos mais jovens o perfil ideal para o trabalho, por exemplo, em vendas diretas. A BIT Company, por exemplo, uma das maiores redes de escolas de informática do país, com mais de 150 unidades e previsão de abertura de outras 50 neste ano, vai criar 500 novas vagas até dezembro. “Cada unidade gera, em média, 10 postos de trabalho e 70% dos cargos serão ocupados por pessoas em seu primeiro emprego”, diz Walmir Frare, diretor de Novos Negócios da Bit Company.


Recente estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos “A Situação do Trabalho no Brasil”, aponta que os jovens com mais de 16 anos constituem 27% da PEA (População Economicamente Ativa). E o mais grave: esse contingente representa quase a metade dos desempregados do país (45,2%).