A aceleração do varejo virtual

Mudanças nos hábitos de consumo devem aumentar em pelo menos R$ 114 bi a receita do e-commerce no Brasil até 2024

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A Kearney divulgou estudo sobre os impactos da Covid-19 no comportamento de consumo dos brasileiros e, consequentemente, no comércio eletrônico no País. Segundo a análise, as compras on-line devem registrar R$ 111 bilhões em 2020, considerando um cenário base. A cifra é 49% superior à registrada em 2019, quando o mercado faturou R$ 75 bilhões. Nos cenários conservador e otimista, as vendas totalizariam cerca de R$ 103 bilhões e R$ 120 bilhões, respectivamente.

Quando considerada a projeção para o período de 2020 a 2024, a análise indica que os novos hábitos de consumo podem trazer aproximadamente R$ 69 bilhões em vendas adicionais ao e-commerce no País, na comparação com projeções anteriores à pandemia. Com isso, o mercado deve crescer a uma taxa de 17,3% ao ano no período, chegando a aproximadamente R$ 211 bilhões em 2024, novamente considerando o cenário macroeconômico base. No otimista, o crescimento médio anual é de 20,7%, com vendas ultrapassando a marca dos R$ 250 bilhões.

Esteban Bowles, sócio da Kearney e um dos responsáveis pelo estudo, afirma que o comércio eletrônico, que já vinha crescendo e conquistando espaço no gosto do consumidor, consolida-se e chega a um novo patamar. Mas ele observa que é preciso entender que não se trata de um movimento novo, apenas acelerado. “O mercado brasileiro de comércio eletrônico já vinha registrando índices de crescimento maiores que o do varejo tradicional há alguns anos”, afirma. “A pandemia veio acelerar essa tendência, particularmente para algumas categorias, como alimentos, que no passado tiveram uma adoção menor.”

Crescimento por categoria
O estudo revela ainda que as categorias de Alimentação, Cuidados com Pets e Beleza & Cuidados Pessoais serão aquelas com maior crescimento percentual: vendas 320% maiores em 2024, ante 2019, ganhando R$15 bilhões de mercado no período para o cenário base. Em números absolutos, o maior crescimento deve ser registrado na categoria de eletrônicos, com adição de R$ 22 bilhões de vendas em relação ao nível registrado em 2019.