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A estratégia de flexibilização dos benefícios corporativos

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Patrick Wladimirski, head de vendas da Caju

Head da Caju expõe a ressignificação do setor ao acompanhar a evolução no mercado do conceito de employee experience

As transformações nas relações de trabalho surgidas com a pandemia, principalmente pela necessidade da massificação do teletrabalho e agora do modelo híbrido, fortaleceram ainda mais o caráter estratégico da área de gestão de pessoas. É nessa transição que os benefícios corporativos também vem ganhando nova dimensão, demandando inovações em um segmento tradicional e muito regulamentado. Uma das startups que enxergaram essas mudanças, olhando para uma maior flexibilização, foi a Caju. Surgida exatamente no epicentro da pandemia, a gestora já ostenta uma carteira com mais de 5 mil clientes e 300 mil usuários, com a proposta de dar mais possibilidade e liberdade na utilização dos benefícios, que cada vez mais se tornam um poderoso instrumento de atração e retenção de talentos. Expondo os aspectos inovadores da proposta, Patrick Wladimirski, head de vendas da startup, participou, hoje (10), da 479ª edição da Série Lives – Entrevista ClienteSA.

Convidado a explicar o porquê do nome adotado pela startup, o executivo justificou que é uma a fruta que permite um consumo diversificado, seja pela castanha ou pela polpa, desembocando em sucos e doces os mais variados. Ou seja, algo associado à forma como os fundadores esperam poder contribuir no mercado de benefícios corporativos, buscando ressignificá-lo por meio de uma maior democratização e flexibilidade. Trata-se, segundo ele, de um segmento muito tradicional em processo de transformação e a Caju espera ajudar inovando na forma de aproximar as empresas dos colaboradores por meio dos benefícios corporativos em um leque mais versátil, atuando em todas as vertentes que constam da CLT, desde os mais usuais, como os voltados para alimentação e mobilidade, até o mais recentes como em educação, saúde, cultura e até home office.

De acordo com Patrick, a gestora de benefícios nasceu de dentro de um fundo de investimento voltado para financiar startups. Um dos futuros sócios da Caju tinha experiência no setor, com um projeto já desenhado no sentido de apostar em algo diferente. Em 2019, então, era o momento de concretizar o protótipo da ideia em termos de tecnologia e, principalmente, se adequar ao ordenamento jurídico de um setor muito regulado. Lançado em janeiro do ano seguinte, a receptividade do mesmo se expressa em um crescimento que já alcança mais de 5 mil clientes, abarcando mais de 300 mil usuários, em uma alavancagem que se deu justamente junto com a chegada da pandemia, fator que acabou circunstancialmente jogando a favor.

“As áreas de RH, que sempre tiveram um papel estratégico nas organizações, se viram ainda mais valorizadas com os desafios impostos pelo advento do trabalho remoto. Como manter o engajamento, o envolvimento cultural e o employee NPS em alta com o relacionamento à distância? Pois foi nesse momento que nosso produto fez muito sentido, com a flexibilização de benefícios para o funcionário utilizar da maneira que mais precisasse.”

Na avaliação do head, para as empresas em geral, incluindo a enorme gama de startups insurgentes nos últimos anos, os benefícios cresceram como estratégia para atrair e reter talentos, todas se beneficiando do que chamou de “onda dos benefícios mais flexíveis”. Entre as alternativas que a Caju criou nesse processo está o oferecimento da categoria home office, prevista na legislação, mas pouco presente no mercado, oferecendo ao trabalhador a possibilidade de arcar com custos inerentes à sua infraestrutura de teletrabalho. “Operando no modelo B2B2C, pois nossos clientes são os RHs e os usuários na ponta, nossa estrutura de startup nos permite estar muito próximos de ambos os interessados. Por exemplo, nosso aplicativo possui um canal de feedback que permite acesso de todos os colaboradores da companhia em tempo real. O que nos permite receber rapidamente as demandas e, para muitas delas, desenhamos a providência em conjunto com o cliente.” E, pelo caráter enxuto e dinâmico da gestora de benefícios, os produtos novos são testados internamente, com os próprios colaboradores, antes de chegarem aos clientes.

Ao explicar outro fator que impulsionou o crescimento exponencial no período – além do custo zero para os contratantes, já que a startup é sustentada por um percentual repassado pela parceria com a bandeira Visa no uso dos cartões com exclusividade -, Patrick mencionou o modelo de contrato. Trata-se de um acordo sem qualquer amarra, podendo ser rompido em qualquer momento. “Sabendo que é somente a experiência que oferecemos que mantém clientes conquistados até agora, isso nos força a estar sempre atentos ao relacionamento e à inovação constante. A satisfação plena dos contratantes é a única segurança que possuímos de manter a carteira em expansão.”

Depois de tecer um quadro das transformações que se operaram nos últimos anos em termos de anseios e expectativas dos colaboradores e dos conceitos estratégicos das organizações, com os benefícios corporativos fazendo parte dessa transição, o executivo demonstrou o quanto se misturam agora aspectos da vida pessoal e do trabalho. Ou seja, as expectativas vão hoje muito além da conquista de uma boa remuneração. E pôde analisar ainda o delicado equilíbrio entre a inovação que promove flexibilizações no uso e na gestão dos benefícios e as regras que visam inibir abusos nesse sentido. Por isso, explicou ele, uma das grandes preocupações, mesmo antes da organização chegar ao mercado, foi estar bem fundamentada inclusive para orientar os clientes nesse sentido.

O vídeo com o bate-papo na íntegra está disponível em nosso canal no Youtube, o ClienteSA Play, junto com as outras 478 lives realizadas desde março de 2020. Aproveite para também para se inscrever. A Série Lives – Entrevista ClienteSA terá sequência amanhã (11), com a presença de Marcelo Roffe, diretor geral da C&C, que abordará a questão do apoio da multicanalidade no sucesso da jornada; na quinta, será a vez de Marcello Toshio, diretor de produtos da Decathlon Brasil; e, encerrando a semana o Sextou Híbrido especial debaterá o tema “Consumo: O que fica de aprendizado e hábitos no pós-pandemia?”, com as presenças já confirmadas de Gisele Paula, CEO e fundadora do Instituto Cliente Feliz; Nicolas Scridelli, CEO de Triider/habitissimo; Leonardo Castilho, diretor de marketing digital, e-commerce e pós-vendas da Multilaser; Fábio Bittencourt, diretor de customer service do Carrefour; Rodrigo Tozzi, diretor de customer experience da Kavak; Rafael Maia, Chief Revenue Officer da Flash e Paulo Manzato, VP Latam da Talkdesk.

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