A força da comunicação no e-commerce

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Autor: Walter Sabini Junior

 

A prática do e-commerce tende à solidificação mundial. Então é claro que o Brasil não poderia deixar de participar dos crescentes números de faturamento representados pelo setor. Pode-se dizer que o Brasil está vivendo a fase de amadurecimento da atividade. Fatores como insegurança, falta de confiança ou até de informação para o mercado são pontos que, aos poucos, deixam de existir por conta de investimentos do varejo online em promover uma nova cultura de consumo.

 

O alto índice de crescimento conquistado pelo comércio eletrônico é fruto das diversas condições de pagamento, com descontos ou isenções no frete. Iniciativas como parcelamento e ações promocionais atraem a atenção de um nicho de mercado anteriormente dedicado às compras tradicionais. A classe C é um dos setores que se beneficiam desse universo e participa ativamente do comércio eletrônico com cerca de 50%.

 

É uma evolução significativa, mas que não pode apenas ser acompanhada por uma página na internet. É preciso muito mais. As estratégias de marketing devem ser alinhadas ao público, os formatos de comunicação devem ser aplicados de forma diferenciada e as ações comerciais praticadas nas lojas físicas devem ser transmitidas ao ambiente digital.

 

Para potencializar o e-commerce e atrair ainda mais a classe C, uma das ações mais mensuráveis e assertivas é o e-mail marketing. Pesquisa da Associação Norte-Americana de E-mail Marketing apontou que o canal traz o maior ROI comparado aos outros métodos diretos. O ROI médio em e-mail marketing é de US$ 45,06 para cada dólar investido, mais do que o dobro do ROI conseguido com o marketing na internet, de US$ 19,94.

 

A ferramenta torna-se o fator chave na comunicação entre varejo e cliente. Permite o envio dos e-mails diretamente à caixa postal do destinatário, além de tecnologias dispostas em plataformas de envio automatizadas, que trazem funcionalidades para o acesso a cada clique.

 

É possível saber a taxa exata de abertura a cada ação enviada, mas descobrir quem interagiu com a campanha da loja virtual é achar um ´tesouro´ no fundo do mar. Porém, não é somente o uso de plataformas para envios de e-mail marketing que permite maior conversão de vendas a partir de mensagens eletrônicas. Estratégia e planejamento são fundamentais.

 

Diferente das classes A e B, a C tem suas particularidades. Seu hábito de compra não é semelhante ao das outras. O público C vê preço, parcelamento e, além disso, busca algo que realmente chame sua atenção. As mensagens devem ter conteúdo altamente promocional e atraente, por isso é que a equipe responsável por todo o ciclo da campanha é extremamente importante para essa comunicação. Estamos falando de um nicho de mercado com grande potencial e crescente maturidade. Quanto mais a comunicação ter relação com suas necessidades, mais chances de conquistá-lo.

 

Não há como se destacar e ganhar vantagem competitiva se os planos de marca, os produtos e os serviços não forem cuidadosamente elaborados e colocados em ação. Tem que ter investimento em links patrocinados, busca orgânica, banners em sites que conversam com seu público, participação em redes sociais, parcerias com grandes marcas, entre outros inúmeros recursos digitais.

 

A ascensão relaciona-se a uma nova maneira de aplicar um marketing efetivo baseado nas boas práticas digitais, com respeito e privacidade ao e-consumidor, fazendo da ética o ponto primordial para a conquista de um espaço significativo junto ao público e, consequentemente, no mercado.

 

Abriram-se as portas do comércio eletrônico para a classe C. Esse nicho de internautas continuará contribuindo fortemente para o panorama de crescimento a cada ano. E a nós, cabe um trabalho que faça jus a esse cenário.

 

Walter Sabini Junior é CEO da Virid Interatividade Digital. ([email protected])