A geração Y e os bancos

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A Bridge Research conduziu a pesquisa “A Geração Y e os bancos”, com o objetivo de descobrir qual é a relação dos jovens brasileiros com os bancos. A pesquisa foi realizada com 670 jovens da geração Y (entre 20 e 29 anos), nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Segundo a pesquisa, o jovem brasileiro mantém uma relação de distanciamento e desconfiança do banco. “Os jovens reclamam da taxa de juros e da burocracia para abrir contas; e não percebem nos bancos nenhuma ação para estreitar o relacionamento e fidelizar o cliente. Na percepção dos jovens, os bancos são vistos como uma commodity. Não há diferenciação no posicionamento entre um e outro, nem um banco é feito para eles”, afirma Renato Trindade, presidente da Bridge Research e coordenador da pesquisa. A pesquisa mostra também que não há fortes laços com as diferentes marcas que hoje se apresentam no mercado.
Na percepção do cliente Y, grandes bancos são associados proporcionalmente à visibilidade, ou seja, quanto maior o investimento em propaganda, maior a sensação de que se trata de um banco grande. Outros fatores são a quantidade de agências espalhadas pela cidade e o número de caixas eletrônicos. Os entrevistados apontaram como mais fortes e sólidos, os bancos Itaú e Bradesco; os estatais Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil são associados a marcas fortes, mas menores  do que os bancos privados citados. O caráter internacional do HSBC, Santander, Citibank confere, na percepção da Geração Y, prestígio.
Os principais fatores para a abertura de conta corrente são: “a empresa onde trabalho abriu a conta”; “meus pais escolheram o banco”; “fácil acesso e quantidade de caixas e agências espalhadas pela cidade”; e “facilidade para abrir a conta, não houve necessidade de comprovar renda”. Na prática, a escolha não foi inteiramente do jovem – fator que tem um impacto negativo no relacionamento desenvolvido entre o jovem e a instituição financeira.