Head de produtos do Ouribank detalha a modernização do banco cuja expertise é o mercado de câmbio
Fundado há 45 anos com foco nos investimentos em ouro, o banco Ourinveste passou, há cerca de um ano, por um rebranding para expressar toda a modernização e diversificação de atividades pelo qual vem passando ao longo dos últimos anos. Desse processo nasceu o Ouribank, especializado no mercado internacional, mas já avançando, junto com as facilidades trazidas pelo Open finance, para atuar com plataforma de APIs no mundo do Bank as a Service. Compartilhando as etapas dessa trajetória de transformação profunda, Pedro Guimarães, head de produtos do Ouribank, foi o convidado de hoje (26) da 1077ª edição da Série Lives – Entrevista ClienteSA.
Para iniciar a conversa, Pedro contou que, nos últimos anos, o banco andou muito próximo do mercado internacional, especializado em câmbio, com pagamentos fora do país. “O Ouribank cresceu muito viabilizando compras internacionais para as PJs, no modelo B2B2C, e agora estamos vendo como expandir esse modelo do câmbio para nos tornarmos um banco cada vez mais amplo e completo, continuando no âmbito da pessoa jurídica, deixando o segmento das PFs para atuação de nossos parceiros.” De acordo com o executivo, o propósito do rebranding teve como objetivo reforçar o posicionamento do banco para concorrer com o crescimento dos bancos digitais recém-chegados ao mercado brasileiro, mostrando ser uma instituição moderna, que oferece experiências cada vez melhores aos clientes.
A mudança trouxe um olhar mais aberto às transformações pelas quais o setor vem passando. Inclusive, fez parte desse movimento a chegada de Pedro à instituição. “Nesses últimos dois anos, ampliamos significativamente a prateleira de produtos. Apesar de termos conseguido criar uma base grande de clientes, não atendíamos algumas de suas demandas. Viemos, então, expandido a oferta de produtos de crédito e no contexto de pagamentos e recebimentos, modernizando nossos canais eletrônicos e relançando o internet banking. Desenvolvemos uma plataforma eletrônica para contratação de operações via nossos parceiros, além de criar um braço de distribuição de APIs, mais próximo do universo do Bank as a Service, abrindo as portas para fintechs e empresas estrangeiras que queiram participar do mercado brasileiro.”
Indagado sobre as consequências do surgimento do Open Finance, plataformas de API, Bank as a Service, tornando a indústria financeira mais aberta e conectada, Pedro respondeu que esse é um caminho sem volta. “Trata-se do esforço do Banco Central para oferecer ferramentas que beneficiam o mercado, começando pelo Open Finance que, para o nosso negócio foi excelente, pois mudou as regulamentações do câmbio viabilizando as compras nos marketplaces internacionais com transparência, coisa que, há uns cinco anos, seria inimaginável. Entretanto, apesar do Brasil possuir uma estrutura muito adiantada nesse contexto todo, ainda falta muito o que se avançar em termos de conectividade na vida das pessoas e das empresas. O Pix é um dos elementos que vieram para ajudar nesse sentido.”
No decorrer da live, o executivo explicou ainda que o mercado internacional, a despeito das facilidades implementadas pelo BC, permanece sendo, para a média das empresas e das pessoas, muito complexo, com muitas nuances e terminologias técnicas específicas. Da mesma forma, é um desafio para o banco abstrair a complexidade dos sistemas brasileiros para os clientes estrangeiros. “Por isso, nosso lema é de que ‘o cliente é o rei’, pegando-o pela mão para, pacientemente, conduzi-lo para um entendimento que desemboca numa experiência altamente satisfatória.”
O vídeo, na íntegra, está disponível em nosso canal do YouTube, o ClienteSA Play, junto com as outras 1076 lives realizadas desde março de 2020, em um acervo que já passa de 3 mil vídeos sobre cultura cliente. Aproveite para também se inscrever. A Série Lives – Entrevista ClienteSA terá sequência amanhã (27), coma presença de Cristiane Macedo, diretora de serviços da Ituran Brasil, que falará dos avanços em experiência do cliente e inovação; e, encerrando a semana o Sextou debaterá o tema “Reputação digital: Como garantir presença positiva da marca?”, reunindo Beto Almeida, CEO da Interbrand, Lylian Brandão, CEO da Merco Brasil, Raffael Mastrocola, CEO da Jellyfish Brasil, e Santiago Edo, cofundador e CEO da Harmo.