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A importância do atendimento especializado para o público maduro

Claudio Borges, CMO da Leve Saúde

A prevenção e o cuidado contínuo e de fácil acesso fazem toda a diferença para garantir uma longevidade mais saudável 

Autor: Claudio Borges 

Que o atendimento ágil e de qualidade é fator determinante para a fidelização dos clientes não é novidade para ninguém. Mas quando falamos do público maduro e de um setor que lida com vidas, como o de saúde suplementar, o cuidado e a especialização tornam-se essenciais. Agilidade e qualidade de atendimento, aliás, são os aspectos mais importantes para a decisão de se contratar um plano de saúde, ao lado de segurança, conforto e tranquilidade, de acordo com pesquisa feita em 2021 pelo Vox Populi a pedido do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar. Mesmo entre aqueles que não tinham plano, 85% disseram que é importante ter um, principalmente devido à qualidade do atendimento.

Outro dado que chama a atenção na mesma pesquisa é a crescente importância que se dá aos planos de saúde à medida que a idade avança: entre os 35 e 49 anos é de 35%, mas passa para 38% entre os 50 e 64, e para 41% acima dos 65 anos. Por razões naturais, existe uma grande demanda da população madura pela saúde suplementar. E o setor deve estar pronto para oferecer um atendimento adequado ao perfil e hábitos destas pessoas que, aliás, também vêm mudando, com a crescente familiaridade com os meios tecnológicos. 

Assim, o atendimento vem evoluindo e se adaptando. Um dos exemplos mais concretos desta mudança é o uso da telemedicina, que agiliza o contato entre médico e paciente, além de ter como outras características a comodidade e o conforto, ainda mais quando se tem uma idade mais avançada e sair de casa torna-se um desafio. Sem falar da facilidade do atendimento via canais digitais, como o whatsapp. Mas o contato entre médico e paciente por esses canais é apenas uma das formas de se especializar o atendimento. Tecnologias como machine learning e Inteligência Artificial permitem cruzar dados clínicos para acelerar processos como agendamentos de consultas e exames, mas, acima de tudo, podem ser usadas na prevenção de riscos e para auxiliar na seleção dos procedimentos e tratamentos para cada caso. 

E por que tudo isso é tão fundamental especialmente para o público maduro? Porque a prevenção e o cuidado contínuo e de fácil acesso fazem toda a diferença para garantir uma longevidade mais saudável e evitar, por exemplo, doenças crônicas, no que o Brasil infelizmente é um dos campeões. O incentivo à longevidade saudável se torna ainda mais pertinente quando se leva em consideração o fato de que o público mais maduro tende a não se preparar para o envelhecimento, como mostra a pesquisa Longevidade Carioca, realizada pela Leve Saúde e pela consultoria Hype50+ na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, com pessoas com mais de 55 anos. Metade dos entrevistados entre 55 e 64 anos admitiu nunca ter se preocupado com uma rotina de cuidados preventivos com a saúde. Este percentual é ainda maior entre as pessoas com 65-74 anos (61%) e com 75 ou mais (60%). 

O público maduro requer uma proximidade ainda maior e um atendimento eficaz, com uma comunicação clara e ágil. A Atenção Primária à Saúde (APS) também possibilita que se cuide das pessoas e não das doenças, e oferece um acompanhamento de um médico de família, um atendimento proativo da saúde. Esta combinação de acompanhamento contínuo dos pacientes com todas as vantagens da tecnologia, se juntam a uma outra etapa essencial, o atendimento presencial e multidisciplinar em redes próprias, próximas às regiões autossuficientes, garantindo integração dos cuidados. 

Somados, dados confiáveis, conhecimento do público – aliás, ter pessoas maduras dentro das empresas faz toda a diferença aqui – e cuidado em cada etapa, fecham um ciclo de total personalização. Isso começa com a interoperabilidade dos sistemas, que agilizam o compartilhamento de informações e dados clínicos dentro da própria rede, o que facilita o trabalho em todas as etapas do processo de atendimento, até ao cuidado no contato com os pacientes, seja por meio digital ou pessoalmente. Isso leva à almejada satisfação do cliente e ao que mais interessa ao público maduro: mais tempo para viver.

 Claudio Borges é CMO da Leve Saúde.

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