Área de marketing cada vez mais jovens

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Os profissionais que ocupam cargo de chefia na área de marketing possuem idade média entre 25 e 39 anos, uma situação muito diferente do que acontecia nas décadas de 80 e 90, onde a faixa etária era de 40 a 49 anos. Entre as causas para essa mudança, segundo a “1ª Pesquisa sobre o Perfil dos Profissionais de Marketing ADVB-Toledo”, está o investimento na formação acadêmica, como pós-graduação e MBA. O estudo constatou ainda que, na maioria, esses profissionais pertencem à classe B (55%), possuem ensino superior completo (46%) e pós-graduação (43%), realizaram um planejamento prévio para ingressarem na área (55%), atuam no segmento há cerca de 11 anos e têm renda média pessoal de R$ 2,3 mil.

Os números concluídos pela pesquisa encomendada pela ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil) para a Toledo & Associados, é resultado de entrevistas com 150 profissionais de marketing atuantes em empresas da indústria, comércio e serviços, da capital paulista. A pesquisa faz parte de uma série de três estudos, que a entidade divulgará neste ano em comemoração ao seu cinqüentenário. O primeiro foi sobre os profissionais de vendas, este sobre os de marketing e o último sobre os de recursos humanos.

Em relação à remuneração, como na pesquisa sobre os profissionais de vendas, os homens, independente do grau hierárquico, ganham bem mais do que as mulheres: 49,7%. Eles têm média salarial de R$ 3 mil e elas, de R$ 1,5 mil. Dos entrevistados, 65% são gerentes de marketing, sendo que desse número 77% são mulheres e 56% homens. Já no cargo de diretores, há um total de 14% da amostra, no qual 20% são homens e apenas 7% mulheres.

Além disso, os profissionais de marketing contatados trabalham, quase que na totalidade (92%), em empresas de grande e médio porte. Apesar de apenas 7% deles estarem em pequenas empresas, para o mercado é um número significativo e mostra que essas organizações começam a preocupar-se com o uso do ferramental do marketing.

Um número significativo, ou seja, 76%, trabalha com vínculo empregatício pela CLT, em especial as mulheres, com 84%. Quanto à forma de avaliação, a mais utilizada pelas empresas é a análise dos resultados obtidos pelo alcance de metas, com 46% dos contatados. Outros 23% dos profissionais de marketing dizem que a organização para a qual trabalham não promovem nenhum tipo de avaliação. Já o critério para escolha dos profissionais, em 44% dos casos aparecem como principal item a experiência na área, seguido da análise do currículo com 27%.

Das fontes de referência, os autores/consultores de marketing mais lidos são Philipe Kotler, com 61% de preferência, depois Francisco Alberto Madia, 9,3%, e Peter Drucker, 7,3%. Um dos dados destacado pela pesquisa é o fato de que boa parte dos entrevistados (54%) não costumam acessar sites especializados na área de marketing, principalmente os homens e os profissionais da indústria.