As marcas brasileiras mais valiosas de 2017

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A Interbrand anunciou, na noite de ontem (29), o ranking das 25 Marcas Brasileiras Mais Valiosas em 2017, durante evento na Escola Britânica de Artes Criativas (EBAC), na capital paulista. As cinco primeiras posições ficaram, respectivamente, com Itaú, Bradesco, Skol, Brahma e Banco do Brasil. Além disso, uma nova marca integra o ranking deste ano: o Fleury, ocupando a 25ª posição. Com um valor de R$ 413 milhões, trata-se da primeira marca do setor de saúde a entrar.
 
O levantamento aponta que 20 das 25 marcas apresentaram uma variação positiva no comparativo com o ano anterior. Delas, cinco cresceram dois dígitos percentuais em seus valores de marca, em comparação com 2016: o vice-líder do ranking, o Bradesco, com 18%; a Renner, com 16%; a Havaianas, com 13%; o Magazine Luiza, com 30% (a maior variação positiva); e a Localiza, com 11%.
O valor total do portfólio que compõe esta edição cresceu 6,4%, totalizando R$ 116,7 bilhões. Das 25 marcas ranqueadas, apenas cinco perderam valor. Neste contexto, as marcas do topo do ranking ficaram ainda mais poderosas, com o top 5 representando 75,3% do valor total do levantamento, ante 73,8% no ano passado.
“Se, por um lado, o cenário político continua flutuante e a tímida retomada da confiança no ambiente econômico promete uma recuperação lenta e a longo prazo, por outro, o Ranking das Marcas Brasileiras Mais Valiosas de 2017 nos mostra que os resultados de um bom trabalho de marca em tempos de cautela aparecem rápido”, declara Daniella Bianchi, diretora geral da Interbrand São Paulo.
Para a executiva, o ranking deste ano deixa claro: marcas que souberam combinar boa gestão, espírito empreendedor e consistência nos tempos mais difíceis não só se protegeram, como também saíram na frente. Muitas delas ganharam impulso a partir de movimentos ousados de fusão e aquisição, enquanto outras responderam rápido aos desafios impostos pela proliferação e crescimento das marcas da nova economia.
Além disso, destacaram-se também as marcas que trazem na essência um propósito forte e claro, que se alinham com pessoas em busca de um compromisso legítimo com a sociedade. “A cidadania corporativa passou a ser observada e cobrada pelos consumidores que, cada vez mais, exigem ser tratados como cidadãos prontos para o debate e conectados com marcas que assumem um pensamento transformador em iniciativas que olham o Brasil por novos ângulos”, ressalta Daniella.
Fazer parte das 25 marcas mais valiosas também ficou mais difícil. Pela primeira vez, a 25ª marca ultrapassou os R$ 400 milhões, valorização de 10% em comparação ao ranking de 2016. “Esses números ainda parecem tímidos quando comparados ao recente Best Global Brands 2017, também desenvolvido pela Interbrand, em âmbito mundial, onde a 100ª marca vale mais de US$ 4 bilhões. No entanto, se olharmos para o histórico da nota de corte do ranking brasileiro, houve um crescimento de 375% em comparação a 2010”, pondera André Matias, diretor de Estratégia e Avaliação de Marcas da Interbrand São Paulo.