As novas fronteiras do ensino virtual

Country manager da EF English Live Brasil descreve os caminhos para um modelo on-line com jeito de presencial

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Wagner Domingues, country manager da EF English Live Brasil
Wagner Domingues, country manager da EF English Live Brasil

O modelo de educação à distância ganhou mais e mais adeptos dos dois lados do balcão no seio da transição proporcionada pela pandemia, exigindo das empresas especialistas muito mais leveza e agilidade para continuarem relevantes. É o caso da EF English Live Brasil, startup global pertencente ao grupo americano EF, há 25 anos dedicado a sistemas de educação virtual. A organização passa por um intenso processo de redução de obstáculos para que a experiência do cliente conte com fatores atraentes antes, durante e depois das aulas, o que envolve tecnologia, metodologia de ensino, alto nível de profissionais e uma cultura cliente muito mais livre de atritos. Os detalhes que pretendem tornar o ensino on-line ainda mais atrativo foram compartilhados, hoje (04), por Wagner Domingues, country manager da EF English Live Brasil, ao participar da 378ª live da série de entrevistas dos portais ClienteSA e Callcenter.inf.br.

Alçado há seis meses à liderança da organização no Brasil, depois 11 anos de trabalho, sendo os três últimos anos como diretor de pessoas para toda América Latina, o executivo afirmou que sua missão no novo cargo é garantir o crescimento ainda maior da EF English Live no Brasil. Criada no país em 2001, como parte do grupo multinacional EF, fundado há 25 anos nos Estados Unidos, a empresa tem esse desafio, em um momento em que o mercado on-line se torna extremamente competitivo em função das circunstâncias da pandemia. O caminho para cumprimento do objetivo, detalhou Wagner, é desburocratizar a organização, tornando-a mais simples, leve e ágil. Ele contou que, ao assistir a live realizada pelo canal ClienteSA Play, na noite de ontem (03), sobre o desenvolvimento de pessoas, concordou plenamente com algumas das conclusões do debate. Entre elas, principalmente a transformação cultural, operando uma mudança de modelo mental para que essa leveza pretendida facilite a vida do cliente.

“Quando a companhia cresce muito, acaba, muitas vezes, perdendo algumas das vantagens de uma empresa pequena, sempre muito menos engessada em seus processos. Nosso objetivo é crescer em 2022, mas com esse espírito de maior fluidez e simplicidade. E cumprir um dos lemas do grupo: ser grande, mas pensar como pequena.”

Indagado sobre o que mudou na pandemia para as atividades da organização e como será agora que tudo começa a voltar ao normal no presencial, o country manager disse que a EF English Live recebeu um número maior de estudantes na crise, mas que, agora, quando a concorrência pelo virtual está maior, o desafio está em como tornar o modelo on-line cada vez mais agradável e atraente. “Há uma overdose de vida digital, envolvendo trabalho, estudo e entretenimento, então temos que criar um ambiente virtual acolhedor e cada vez mais interativo. O que é uma evolução em algo que já se tornou um caminho sem volta. No nosso caso, como permanecer relevante e líder de mercado.” Como empresa global que tem de se manter com destaque em várias realidades, ele disse que a EF possui núcleos de desenvolvimento de novas tecnologias e soluções, inclusive com conceitos e IA, prometendo novidades significativas para 2022.

Respondendo à uma questão sobre os pilares tecnológicos do modelo EAD, tais como interfaces amigáveis e ferramentas educacionais e gerenciais, o executivo respondeu que essa é apenas uma parte da qualidade, pois nada disso faria sentido se não fosse uma metodologia que leve efetivamente ao processo de aprendizado. “Existe uma lógica educacional por trás de tudo isso para que o aluno aprenda mais rápido. Na ponta, a eficácia do processo, por melhores que sejam as ferramentas, vai depender de professores de muita qualidade, muito capacitados e dinâmicos. Isso sim faz a diferença.” E acrescentou que isso se dá em um momento no qual o perfil do consumidor, os estudantes, se transforma para um nível ainda maior de exigência.

Paralelamente a isso, esse novo cliente está levando a organização, dentro da cultura de fluidez e agilidade, a reconstruir a experiência do consumidor. Como exemplo citou a resolução dos problemas no primeiro contato do atendimento, redução de áreas e simplificação de processos. Em um ambiente de multicanalidade, pessoas estarão empoderadas para resolver o problema do aluno naquela interação. Essa nova experiência do estudante deve ser boa antes, durante e depois da aula. Para isso, encontra-se em fase de preparativos o lançamento, no próximo ano, de uma plataforma própria, completa, bem mais imersiva. “Algo realmente do futuro, pois permite muita interatividade com simplicidade e poucos cliques. Uma vivência on-line que remete ao presencial como se o professor estivesse ali presente à frente do aluno.” Durante a live, Wagner contou ainda um pouco da importância sempre crescente do ensino de idiomas, avançando também no setor público. Como exemplo citou a unidade de negócios da EF, a Corporate, que presta serviços a organizações em geral e que fechou contrato recente com o governo do Paraná para o ensino do idioma inglês à distância para mais de 400 mil estudantes.

O vídeo com o bate-papo na íntegra está disponível em nosso canal no Youtube, o ClienteSA Play, junto com as outras 377 lives realizadas desde março de 2020. Aproveite para também para se inscrever. A série de entrevistas encerra a semana amanhã (05), com o Sextou, que debaterá a cultura cliente na Black Friday no encontro virtual entre Marcelo Osanai, executivo-chefe da NielsenIQ|Ebit e Gustavo Potenza, gerente de marketing da Lalamove Brasil.