As PME e a inovação

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Autora: Geuma Campos do Nascimento
As pequenas e médias empresas, PME, impulsionam a economia brasileira e, com isso, a taxa de inovação total depende – e muito – da taxa de inovação delas. Além disso, elas precisam avançar na gestão de preços dos seus produtos e serviços, algo que vai muito além da análise de custos operacionais e do cálculo da margem de lucro esperada: é necessário fazer a gestão de preços, acrescentando outras variáveis, checando os impactos ligados a possíveis aumentos ou reduções de preços no volume de vendas, para cada segmento de consumidores. E é aí que entra a inovação: o consumidor percebe mais valor quando a imagem da empresa é boa, quando confia nela e sente que ela está sempre avançando, inovando, crescendo…
Na maior parte dos casos, o pequeno capital, a falta de uma economia de escala, a concorrência das grandes empresas e as vulnerabilidades geradas por fatores macroeconômicos complicam o desenvolvimento e o crescimento das PME. Por isso, a adoção de processos de inovação é tão importante: porque ajuda a superar fragilidades, na medida em que aumenta seus lucros e sua competitividade.
As pequenas e médias empresas brasileiras sabem disso, segundo pesquisa do Comitê Inovação nas Pequenas e Médias Empresas da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras, Anpei, que mostra que é “o mercado dinâmico e competitivo que impulsiona as empresas a investir em inovação”. Na prática, quando inovação é implantada, pode ajudar a empresa a se reposicionar positivamente no mercado ou, pelo menos, a sobreviver e reagir, aproveitando melhor as oportunidades e aumentando sua eficiência e lucratividade.
Para inovar, porém, as pequenas e médias empresas ainda encontram algumas dificuldades, tais como a falta de recursos para investir justamente em inovação, de acesso ao financiamento da inovação, de informações sobre entidades de apoio à inovação tecnológica, de pessoal capacitado, máquinas e equipamentos e mercados. E a isso também se somam altos índices de burocracia.
Para reduzir esses problemas, têm sido dados incentivos às pequenas e médias empresas para estimular a cooperação entre empresas e com os centros de pesquisa. A legislação, hoje, prevê um repasse de 20% de tudo o que for destinado pelo setor público para ciência, tecnologia e inovação. 
Mas também tem de haver uma consciência e um esforço que nasce dentro da própria empresa. É preciso gestar novas ações que gerem resultados relacionados ao desenvolvimento de produtos, a melhorias dos processos, a novas formas de gestão ou comercialização. Não basta se dizer inovador – é preciso estudar, buscar capacitação, apoio e consultoria, para estar sempre inovando e crescendo!
Geuma Campos do Nascimento é mestra em contabilidade, professora universitária e sócia do Grupo TG&C, Trevisan Gestão & Consultoria.