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As prioridades para as empresas de consumo em 2022

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Ricardo Balkins, sócio-líder de consumer da Deloitte

 Investimentos em qualificação tecnológica e em pessoas são destaques de levantamento feito pela Deloitte

Mais da metade dos empresários de serviços e comércio – 54% e 59%, respectivamente -, e 43% de demais segmentos de consumo pretendem aumentar o quadro de profissionais ao longo de 2022. Os dados fazem parte da edição deste ano da pesquisa “Agenda”, realizada pela Deloitte, organização de serviços profissionais, junto a 491 empresas que representam 44% do setor de consumer business. Levantamento que apresenta as prioridades e expectativas dos líderes empresariais para o ambiente de negócios no Brasil, em relação às aplicações de recursos, às iniciativas e ao cenário econômico, social e político para este ano. Investimentos em qualificação tecnológica também se destacam como principais ações para para 9 em cada 10 companhias de comércio.

“As respostas mostram a importância da transformação digital, fundamental para a sustentabilidade dos negócios, e que se intensificou devido à pandemia de Covid-19. Além dos eventos adversos na economia global que deixaram o mundo num ambiente mais imprevisível e, automaticamente, aumentaram incertezas e a busca por novos caminhos para a manutenção da competitividade das empresas de todos os setores”, comentou Ricardo Balkins, sócio-líder do setor de consumer da Deloitte.

O recorte das empresas que representam os setores de consumer business revela que treinamento e contratação de profissionais e qualificação tecnológica deverão ser mesmo alguns dos destaques dos segmentos em 2022. Das empresas do setor, participantes da pesquisa, 94 têm atuação em serviços, 35 em comércio e 88 nos demais segmentos de consumo (varejo e atacado, educação e serviços sociais, veículos e autopeças, transporte e logística, têxtil e calçados, turismo e hotelaria e lazer).

Altas expectativas de vendas
A pesquisa retrata que 44% dos respondentes das organizações de serviços, quase metade (49%) de comércio e 35% dos demais segmentos de consumo, acreditam num crescimento ou forte crescimento do PIB brasileiro em 2022, em uma variação de 0,5% para mais de 2%; 39%, 39% e 51%, respectivamente, esperam uma estabilidade econômica e 17%, 12% e 14% acreditam que haverá uma queda no índice durante o ano.

Na avaliação de Balkins, “os empresários do setor de consumer business se mostram confiantes ao apontarem a alta expectativa de vendas para o ano. Por outro lado, o que esperam da administração pública, como um maior apoio às empresas, oferta de créditos e a geração de empregos, reflete que o suporte por parte da alta gestão do país será fundamental para o desenvolvimento e sustentação do setor em 2022″.

Em novembro de 2021, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou que a taxa de desemprego no Brasil recuou para 11,6% no trimestre encerrado no mesmo mês. Acompanhando essa expectativa, mais da metade dos empresários de serviços e comércio (54% e 59%, respectivamente) e 43% dos demais segmentos de consumo declararam que pretendem aumentar o quadro de profissionais em 2022. A manutenção do quadro, sem substituições, será realizada por 24% das empresas de serviços, 14% de comércio e por 23% das dos demais segmentos; apenas 2%, 3% e 9%, respectivamente, afirmaram realizar diminuição do quadro de funcionários. 

Entre os que pretendem reduzir ou substituir, independentemente do cenário, as razões mais indicadas foram a substituição por profissionais mais qualificados (75%, 63% e 59%, respectivamente), a robotização/automação de processos (13%, 38% e 23%), a redução de custos (13%, 25% e 36%) e a diminuição da demanda, apontada apenas pelas organizações de serviços (19%) e dos demais segmentos de consumo (27%).

A “Agenda 2022” ainda revela que para a maioria (82%) dos empresários de serviços que responderam à pesquisa o investimento prioritário no ano será o lançamento de produtos ou serviços, seguido por treinamento e formação de funcionários (78%), parceria com startups (60%) e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), apontado por 56%. Para as empresas de comércio, predomina também o lançamento de produtos ou serviços junto com o treinamento e formação de funcionários (ambos apontados por 83% dos respondentes), seguido por P&D (70%) e parcerias com startups (43%); e para as empresas dos demais segmentos de consumo, o investimento principal será em treinamento e formação de funcionários, para 91%, o lançamento de produtos ou serviços (82%), P&D (63%) e parcerias com startups (57%). 

Investimentos em tecnologia e P&D
Os investimentos em qualificação tecnológica são grande destaque para as empresas dos segmentos, sendo prioridade para 9 em cada 10 respondentes de comércio e demais segmentos de consumo e para 8 em cada 10 respondentes de serviços; a maioria das companhias (72% e 81% de comércio e demais segmentos e 79% de serviços) vai direcionar esses treinamentos a diversas áreas da empresa. Os investimentos na área, para as empresas de serviços e comércio serão direcionados a infraestrutura (96% e 100% respectivamente), aplicativos, sistemas e ferramentas de gestão (92% e 100%), canais de atendimento ao consumidor (64% e 97%), gestão de dados (93% e 97%), canais de vendas online (71% e 93%), segurança digital (96% e 93%) e ferramentas de customer marketing (84% e 90%).

Outros investimentos que chamam a atenção são os relacionados às tecnologias emergentes, que serão direcionados ao Robôs Móveis Autônomos (AMR) – apontados por 29% das empresas de serviços, 33% de comércio e 40% das dos demais segmentos de consumo – à realidade virtual aumentada e drones (21%, 20% e 29%, respectivamente) e a digitalização do parque fabril (apontado por 20%, 33% e 30% das divisões).

Na área de P&D, 68% dos empresários de serviços, 67% dos de comércio e 76% dos demais segmentos de consumo realizarão investimentos ao longo de 2022. Das empresas que afirmam investir, 42%, 47% e 66%, respectivamente, pretendem focar em pesquisa aplicada, 29%, 17% e 32% em pesquisa básica dirigida, 22%, 30% e 42% no desenvolvimento experimental e 4%, 10% e 25% em tecnologia industrial básica.

As ações de inovação realizadas colaborativamente, segundo os respondentes, serão: comunicação/interação com clientes (67% das empresas de serviços, 59% comércio e 58% demais segmentos de consumo), troca de conhecimento e experiências (58% serviços, 56% comércio e 64% demais segmentos), treinamento de equipes (57%, 56% e 75%, respectivamente), adoção de novas tecnologias (56%, 37% e 55%), realização de eventos (50%, 37% e 52%),  desenvolvimento de novos produtos/serviços (49%, 33% e 50%), realização de pesquisas (35%,  44% e 41%), simplificação de processos burocráticos (32%, 44% e 48%), captação de investimentos/recursos financeiros (19%, 22% e 16%), registro de patentes (8%, 7% e 20%) e intercâmbio de funcionários (8%, 7% e 20%).

Prioridades para o governo
A pesquisa identificou, de acordo com respostas dos empresários, prioridades para o governo em 2022. No que se refere ao apoio à atividade econômica, foram apontadas estímulo à geração de empregos (ocupando o 1º lugar para todos os segmentos), inflação abaixo dos 5% (ocupando o 2º lugar para os empresários de serviços, 3º para os respondentes de comércio e 2º para os dos demais segmentos de consumo), infraestrutura e logística (3ª, 2ª e 3ª posições, respectivamente), concessões e leilões (4ª, 7ª e 4ª posições), revisão da política de juros (5ª, 4ª e 7ª), estímulo à oferta de crédito (8ª, 9ª e 6ª), política de energia elétrica (10ª, 10ª e 9ª) e investimentos em telecomunicações (9ª, 12ª e 10ª). 

No campo do empreendedorismo, foram indicados a ampliação do apoio às micro e pequenas empresas (1º, 2º e 2º, respectivamente), o incentivo à transformação digital (2º, 3º e 1º), oferta de crédito às empresas (3º, 1º e 3º), abertura e fechamento de empresas (4º, 6º e 4º), ampliação de incentivos fiscais para P&D (5º para todos), empresas no mercado de capitais (6º, 4º e 9º) e equiparação de produtos (9º, 9º e 7º).

Já as quatro prioridades do governo de impacto social deveriam ser, de acordo com os entrevistados: educação, item mais apontado por todos, a saúde (2º lugar para as empresas respondentes de serviços, 3º para as de comércio e 2º para os demais segmentos de consumo), a segurança pública (3º, 2º e 4º, respectivamente) e o saneamento básico (4º, 4º e 3º). Quanto à melhoria da eficiência da gestão pública, espera-se a o combate à corrupção (1ª posição para todas as partes), reforma administrativa (2ª posição para todos), novas privatizações (3ª, 7ª e 8ª, respectivamente), planejamento estratégico (4ª, 4ª e 3ª), desburocratização operacional (5ª, 3ª e 5ª), teto dos gastos (8ª, 6ª e 6ª), Comunicação das ações públicas (9ª, 9ª e 7ª) e soluções tecnológicas (7ª, 8ª e 4ª). 

E, por fim, referente às leis e regulamentações, as prioridades aguardadas são a reforma tributária (1º lugar para todos), as revisões das leis trabalhistas (2º para todos), reforma da comunicação (3º, 8º e 8º), revisão da legislação ambiental (4º, 5º e 3º), revisão do Marco Legal do Saneamento (5º, 3º e 4º), ataques cibernéticos (8º, 4º e 5º), diversidade e inclusão (11º, 7º e 10º) e a revisão dos tratados internacionais (9º, 10º e 6º).

Quanto à perspectiva dos respondentes sobre a mais recente proposta de reforma tributária em tramitação no Congresso Nacional, a maioria concorda parcialmente (33% serviços, 42% comércio e o mesmo número para as dos demais segmentos de consumo); 33% de serviços, 25% de comércio e 36% dos demais segmentos desconhecem a proposta, 18%, 12% e 13% discordam e 16%, 21% e 9% concordam totalmente.

Quando questionadas se a indústria precisa de revisões ou novas regulamentações, 28% das empresas de serviços, 46% das de comércio e 43% das dos demais segmentos de consumo disseram que sim. As principais demandas das organizações de serviços são a simplificação e/ou revisão da CLT, a segurança jurídica, a desoneração da cadeia e a nova regulação de preços; para as empresas de comércio são a simplificação tributária, o parcelamento fiscal, o desestímulo à Guerra Fiscal e maior clareza de regras e órgãos fiscalizadores. Para as respondentes dos demais segmentos, são as simplificações tributárias e da CLT, a flexibilização da regulamentação de cursos à distância e a regulamentação que inclua práticas de ESG.

Expectativas, preocupações e ações estratégicas
Todos os segmentos de consumo estão otimistas na expectativa da variação da taxa de crescimento das vendas para 2022; as médias das taxas de crescimento de vendas esperadas pelos empresários são de 11,1% para serviços, 10,9% para comércio e 8,7% para as demais empresas de consumo.

Como ações estratégicas apontadas pelos respondentes dos setores estão a participação em licitações e privatizações (26% serviços, 20% comércio e 27% demais segmentos de consumo), aquisição de empresas (17%, 43% e 29%, respectivamente), aquisição de produtos e marcas (15%, 27% e 12%) e participação em concessões públicas (9%, 7% e 12%). Para expandir os negócios, os empresários informaram que pretendem comprar máquinas e investimentos (35%, 63% e 68%), abrir novos pontos de vendas (23%, 80% e 38%), ampliar as atuais unidades de produção (17%, 43% e 16%) e abrir novas unidades de produção (12%, 20% e 9%).

Os desafios, porém, para tirar os projetos de capital do papel, são muitos: ocupando as quatro primeiras posições, para os entrevistados de serviços, estão a imprevisibilidade de receitas/vendas, a volatilidade do mercado, o custo de captação para financiamento e a imprevisibilidade dos resultados. Foram elencados, para as empresas de comércio, a volatilidade do mercado, a imprevisibilidade de receitas/vendas, a imprevisibilidade dos resultados e o custo de captação para financiamento.

Diante do que foi vivenciado nos últimos anos com as variações das últimas eleições e com os impactos da pandemia, os empresários de serviços e comércio apontam as instabilidades políticas (ambos por 71%) como a maior preocupação para o ambiente de negócios em 2022; para os empresários dos demais segmentos de consumo (74%), a evolução do processo eleitoral é o maior receio (também apontada por 65% das empresas de serviços e 57% de comércio). As outras preocupações elencadas foram a inflação acima de 5% (50% dos respondentes de serviços, 66% dos de comércio e o mesmo número dos demais segmentos), nova onda da Covid-19 (47%, 43% e 51%, respectivamente), alta dos juros (46%, 60% e 49%), riscos fiscais (39%, 43% e 41%), crise de imagem do Brasil (32%, 11% e 33%), desvalorização do real (32%, 49% e 46%) e crise hídrica e energética (24%, 34% e 34%).

“Mesmo com incertezas no ambiente de negócios, as organizações continuarão investindo em transformação digital, capacitação profissional e melhoria contínua de suas operações. Somente assim elas vão se manter competitivas em um contexto de mudanças tão relevantes como o atual. A ´Agenda 2022 ́ revela que há uma consciência clara das empresas sobre o dever de casa a ser feito. Em cenários mais voláteis, a resposta das organizações sempre requer planejamento e pragmatismo”, destacou João Gumiero, sócio-líder de market development da Deloitte.

Metodologia e amostra da pesquisa
A edição de 2022 da pesquisa “Agenda” contou com a participação de 491 empresas, cujas receitas líquidas totalizaram R$ 2,9 trilhões em 2021 – o que equivale a 35% do PIB brasileiro. A distribuição geográfica da amostra ocorre da seguinte forma (considerando a sede administrativa das empresas): 72% na região Sudeste, 13% na região Sul, 9% no Nordeste e 6% no Centro-Oeste e no Norte do País. Do total dos respondentes, 64% estão em cargos de liderança C-Level. Adicionalmente, 33% das empresas participantes são de prestação de serviços, 15% de bens de consumo, 15% de infraestrutura, 12% de TI e Telecomunicações, 9% de Agro, Alimentos e Bebidas, 7% de serviços financeiros, 7% de comércio e 2% de mineração, petróleo e gás.

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