Atividade industrial cai 4,3% em março

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Nesta terça-feira (29), foi divulgado o Nível de Atividade da Indústria (INA), da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), que caiu 4,3% no mês de março, ante o mês anterior com ajuste sazonal. Sem ajuste sazonal, o INA teve alta de 5,9% em março na comparação com fevereiro. No acumulado de 12 meses, a expansão é de 7,2%. Na comparação com março do ano passado, o indicador apresenta crescimento de 3,5%.


Mesmo fechando em queda, o INA de março foi considerado por Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisa e Estudo Econômicos (Depecon) da Fiesp, como robusto e a queda, analisada como uma questão pontual, devido ao número de dias úteis registrados nos meses de fevereiro e março. Ele explicou que enquanto fevereiro ganhou um dia a mais, 19 contra 18 dos anos anteriores, março, que costuma ter uma média de 22,5 dias, teve apenas 20 dias, ou seja, 11% a menos do que costuma ser.


Quanto ao desempenho do Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) que apresentou queda em março, 82,5% ante 83,4% em fevereiro, Francini descarta o fato como uma coisa ruim, mas que já dá sinais de acomodação. “O crescimento da indústria continua num bom patamar, mas não seria surpresa ela ficar abaixo de 7% em 12 meses no final do ano, pois de abril em diante a base de comparação é bastante elevada”.


Desempenho setorial – Entre os setores analisados, praticamente todos tiveram resultado negativo, mas alguns ainda se mantêm em boa forma como é o caso de Máquinas e Equipamentos. Mesmo apresentando recuo (-4,6%) no acumulado de 12 meses, apresenta crescimento de 14,6%, ou seja, o dobro da média de 7,2% registrada pela indústria em geral. Outro setor que apresentou queda, mas no acumulado mantém bom desempenho, é o de Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos: -7,1 em março, contra 7,5% no acumulado de 12 meses.


Já Alimentos e Bebidas apresenta comportamento diferente do resto da indústria paulista. No acumulado do ano, cresceu apenas 1,7% e fechou março em queda de (-0,6%). Para Paulo Francini, o fraco desempenho do setor é motivado pela “alta de preços e a queda da produção”.