Aumenta o volume de crédito em março

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Em março de 2006, o volume de crédito como percentagem do PIB aumentou quatro pontos porcentuais, atingindo 31,6% do PIB, o maior valor desde 995. O volume total de crédito atingiu R$ 623,90 bilhões, um aumento de 19,6% em 12 meses. O crédito direcionado alcançou R$ 204,90 bilhões, enquanto o crédito com recursos livres, R$ 418,99 bilhões.

Já o volume de crédito para pessoas jurídicas com recursos livres aumentou 16,1% em março de 2006, em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 217,91 bilhões em empréstimos. No mês, as modalidades de crédito que apresentaram maiores expansões foram as operações pós-fixadas (ACC, financiamento às importações e repasses internos), pois estas operações dependem da taxa de câmbio que tem se mantido baixa neste último mês (em torno de R$ 2,16 por dólar). Em relação às operações com taxas pré-fixadas, o leasing e o capital de giro foram as modalidades com maiores expansão em 12 meses (37,8% e 23,1%, respectivamente).

As taxas de juros para pessoas jurídicas caíram na maioria das modalidades de crédito, em particular, no capital giro (de 37,3% ao ano para 35,1% ao ano), no desconto de promissória (de 56,2% ao ano para 52,5% ao ano) e no desconto de duplicatas (de 43,3% ao ano para 40,4% ao ano). Ponderadamente, a taxa de juros para pessoas jurídicas caiu 0,9 ponto percentual no mês e 2,2 pontos percentuais em 12 meses, indo de 31,6% ao ano, em fevereiro, para 30,7% ao ano, em março de 2006, em linha com a queda da taxa Selic. O prazo médio (em dias corridos) das operações de crédito para pessoas jurídicas aumentou 31 dias em 12 meses, de 189 dias para 220 dias, enquanto a inadimplência manteve-se praticamente constante no período, em torno de 2,2%.

Pessoa física – Também houve um acréscimo de 33,2% (em 12 meses) no crédito para pessoas físicas, que atingiu um total de R$ 201,09 bilhões. Em março, houve uma expansão de 1,5% em relação a fevereiro.

As modalidade de crédito que obtiveram maiores crescimentos em 12 meses foram o leasing (78,2%) e o crédito consignado (60,9%), que atingiram R$ 9,08 bilhões e R$ 35,53 bilhões, respectivamente. O grande incremento no volume dessas modalidades de crédito advém do fato delas apresentarem baixo risco operacional, dadas as suas garantias reais. Entretanto, nos primeiros três meses do ano, o crédito consignado obteve um crescimento de 9,9%, contra um crescimento de 25,9% nos primeiros três meses de 2005, o que se configura em uma desaceleração da expansão do volume do crédito consignado em relação ao ano passado, com já havia sido previsto pela Febraban.

As taxas de juros para pessoas físicas também tiveram redução de 0,2 ponto porcentual, atingindo 59,0% ao ano. Em março, a maioria das modalidades de crédito para pessoas físicas teve redução na taxa de juros em relação ao mês anterior, exceto aquisição de bens e crédito consignado, refletindo o relaxamento na política monetária do governo. No mês, o aumento da taxa de juros (0,6 ponto porcentual) no crédito consignado espelhou o aumento da inadimplência no crédito pessoal de 6,7% para 6,8% (atraso de mais de 90 dias), o incremento das operações vencidas de 15 a 90 dias, de 4,6% para 5,3%, além da extensão do prazo médio da operação em 3 dias (de 322 dias para 325 dias).